domingo, 29 de julho de 2012

Verdades


Se, por um lado, há quem não tenha sorte..
Por outro, há quem não saiba aproveitar a sorte que tem.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Regresso.


Não, não é ansiedade. É medo. Medo de saber que vens e que, contigo vêm todos os pormenores que me faziam estar presa a ti. Começo a conseguir perceber a tão aclamada frase "longe da vista, longe do coração". Estava a resultar em mim. Mas agora tu voltas. Voltas e eu fico. Como se estivesse ainda à tua espera. Esperei aqui por ti. Por aquele que foi, um dia, agora já tão longínquo, quem me tirou as noites de sono. É inacreditável o quão distantes podemos estar de alguém. Ainda p'ra mais, alguém que, no passado, nos preenchia os dias.
Tenho pensado neste teu regresso. Tenho pedido baixinho, mas com força suficiente, para não te encontrar. Ou melhor, para que tu não me encontres. Tu foste, eu fiquei. Tu vens, eu cá estou. Mas não te espero. Não, isso não. Só te evito. Sim, é isso, evito-te.

domingo, 1 de julho de 2012

1.07.12


Um dos nossos maiores problemas, por vezes, é considerarmos alguém perfeito. Ao adotarmos essa atitude, só nos estamos a prejudicar a nós próprios sem nos apercebermos. Alguém que nos faz feliz muito tempo, muitas vezes e que demonstra que pode ficar o resto da vida a nosso lado, não é impedido de, um dia de manhã, se lembrar que afinal já não lhe apetece alugar casa dentro do nosso coração. E é aí que temos de saber abrir os olhos e deixar de pensar que há pessoas perfeitas. Porque não há. Há sim pessoas que, em certos momentos, assumem as atitudes que são esperadas, tendo em conta as suas posições na nossa vida, e que nos enchem a alma só porque contribuíram para a nossa felicidade. E nós, que nos vamos habituando a essa parceria, a fazer parte dessa dupla, sentimo-nos à parte, longe, distantes, completamente alheios à(o) dita(o) cuja(o) quando, de repente, deixamos de poder contar com ela(o). Sim, podemos sentir-nos até apunhalados e vamo-nos afastando, como que sorrateiramente, qual criança após a maldade diária, e deixa de existir conexão. Se à uns dias atrás não te imaginavas sem aquela pessoa, agora continuas a não te imaginar sem ela, mas tens de passar a conviver com a estranheza, frieza e afastamento que se vai adensando e que se vai notando, cada vez mais, com o passar do tempo. Podem vir muitas pessoas, que nenhuma subtitui aquela.. podem vir muitas opiniões que continua a faltar aquela. Mas estas faltas de.., estes buracos que se vão multiplicando, dia após dia, não existiriam se de algo realmente imprescindível se tratasse. As pessoas fartam-se, cansam-se, moem-se, aborrecem-se, ficam tristes, desiludidas..e é nessas alturas que fica o espaço vazio na cadeira do lado, onde tantas vezes aquela pessoa se costumava sentar. Resta-nos adotar uma posição passiva, onde não opera a vingança, maldade, e coisas que tais. Resta-nos, como já disse, ir abandonando também aquele lugar já gasto, muito sorrateiramente. Até esperar que num dia ventoso, sopre uma aragem que nos faça voltar a bater corpo contra corpo, saudade contra saudade e que nos impeça de sair daqueles lugares já tão cansados dos dias que tiveram de travar sozinhos, sem a nossa tão habitual presença. Lado a lado. Para todo o sempre.

sábado, 9 de junho de 2012

Portugal

Vamos lá então sentar-nos, refastelados no sofá, a ver a seleção.
É sempre tão lindo ouvir o hino. Até me emociono.

"Santinha"



Do lado de cá: A primeira coisa que faço, assim que acordo, é espirrar!
Do outro lado: A primeira coisa que eu faria, todos os dias, assim que acordasse, seria dizer "santinha".

Adoro respostas assim.
Mesmo que sejam apenas de amigos e mesmo que sejam meio a brincar.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Novelas caseiras


É engraçado como eu sou um pinto nesta casa.
Que saudades do meu quarto em Leiria. Sim, meu. Porque aqui tenho que o dividir com a minha irmã.
Já nem no quarto posso estar.
F: Vá, quero ir dormir!
Eu: Jááááááááá?? Estou a estudar! [a ver se a coisa se dá]
F: Sim já! Vai estudar para a sala!
Eu: Na sala está a mãe a ver televisão! Não consigo estudar nada!
F: Não quero saber. Eu quero ir dormir!

E lá tenho eu que agarrar nas coisas e partir, qual carneiro mal morto. Ganha sempre.
Agora aqui tou eu. Na sala. Com as coisas a meu lado p'ra estudar. Mas a minha mãe está a ver a novela. E eu, mesmo não seguindo já esta novela, também a vejo porque pronto.
Tem de existir sempre algo que me distraia. A mim, que até sou uma pessoa que gosta de estudar, aplicada, etc etc.
É bom que a novela acabe depressinha a ver se não me chateio.

"(...), deixa-me embalar o mar"


Boas vindas ao primeiro escaldão desde há muito, muito, muito tempo.
Dói sim. Mas nem sei explicar o quão maravilhoso é, estar ali, deitada na areia, a sentir o vento, o cheiro do mar, as pessoas felizes, morenas, a comerem gelados, a beberem água fresquinha, acompanhadas da sua merenda.
Não trocava o sitio onde vivo, por nada deste mundo.

Durante 5 minutos não tive nada a tapar-me a cara. Só o protetor que havia posto em casa. Ao sol não fez diferença nenhuma e a mim soube-me tão bem. Amanhã repito o procedimento. Se só apanhar sol na cara durante uns míseros 5 minutecos por dia, daqui a um mês já devo parecer uma pessoa que se encontra em modo "verão".. espero eu.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mustaches, bigodes e afins


Alguém me pode explicar porque é que anda tudo ardido = excitado, empolgado, maravilhado, encantado, com os bigodes, ou mustaches ou raio que o parta?
É que eu, que até sou uma pessoa que vem ao blog e facebook todos os dias, não percebo o que deixei escapar para não perceber qual a extrema importância do bigode, das fotografias com bigode, dos fios com bigode, dos anéis com bigode, dos gelados com bigode, das roupas com bigode, etc, etc.
Só consigo ainda perceber as pessoas com bigode porque, infelizmente, faço parte dessa comunidade. Mas de resto, estou a zeros.
Mas agora agora a sério, de onde veio esta moda?

Bora lá ver quem pinta melhor!


Sempre adoreeeeei sujar-me com pinturas de paredes, barros e afins.
O namorado da minha irmã [só porque não gosto de "cunhados", "sogras", "enteadas", "filhas por afinidade" e etecetras] vai mudar de casa! Uma grande casa! Uma excelente casa. Fui averiguar o ponto da situação à pouco e deixem que vos diga que é um mimo! Tem um terraço que me encheu logo os olhos e já não precisei de ver mais nada [também já tinha visto tudo, o terraço era mesmo a última coisa].
Portanto [e chegando ao núcleo deste post], amanhã vai ser dia de pinturas, para bem dos meus pecados. Parece que me estou a ver de lenço na cabeça [tal e qual está na imagem, podem crer], avental, e com o rolo na mão. Para cima, para baixo, para cima, para baixo! Ainda o vou tentar convencer a pintar as paredes de laranja, ou a fazer umas bolas.. ou a assinar o meu nome no fim da parede.. só mesmo pra que fique registado que fui eu que contribui para o reerguer daquela casa!
Acho que ficava bem bonito, não é por nada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A preguiça apodera-se de mim e depois dá nisto


Isto de estudar, não é, mesmo, um dos meus pontos fortes [supondo que tenho muitos].
Só de saber que tenho de estudar, dá-me logo a vontade de fazer cozido à portuguesa, aspirar o chão da minha casa, da casa do vizinho, da casa da senhoria, ver 4 ou 5 filmes seguidos, cortar as unhas dos pés [que por acaso, agora que olho, até precisam], esticar o cabelo, não gostar, fazer canudos, tomar banho, fazer a depilação, ir dar uma volta, apanhar uma aragem, respirar fundo e mais ainda que não me lembro.
Estudar podia ser uma coisa boa. Que toda gente gostasse de fazer. Porque é que tem de ser tão imensamente secante barra aborrecido?? Agora devia estar a estudar mas apeteceu-me vir ler blog's, apeteceu-me escrever este, agora, tendo em conta que são 19:30 apetece-me ir fazer o jantar e depois vai apetecer-me ver a novela e, para meu espanto já é tão tarde que vai apetecer-me ir dormir.
Estudar.. posso fazê-lo amanhã. A frequência é as 15:00h. Ainda dá um tempinho. Não, a sério. Vou fazer um esforço e vou ler isto mais umas 2 ou 3 ou 4 ou 0 vezes. Juro!

Vira o disco e toca o mesmo

E é o ódio pela competitividade que me faz ficar de burro preso, ou como lhe queiram chamar, quando vejo que, bem ao meu lado, há pessoas, aquelas pessoas, as minhas pessoas, a querer e a fazer de tudo para serem melhores que outras nisto ou naquilo. É estranho, aborrecido e deixa-me tremendamente triste. Não vejo isto como um "1 contra 1" mas mais como "todos contra 1".. sendo que este 1 é apenas o objetivo comum onde todas queremos chegar e não outro alguém a derrubar.
Tenho dito e hei-de dizê-lo mais vezes se esta brincadeira não acabar.

good, good, good news


As boas noticias começam a aparecer.
Espero que continue esta onda de energias positivas.
É incrível como, chegada uma certa altura, já nos contentamos com tão pouco. Pouco esse que, agora, nos parece tanto.
Dia 21, chega rápido, per favore.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tu-cá, tu-lá



Se vocês soubessem o quanto eu abomino o ambiente cá de casa em época de frequências..
É aquela súbita sensação de ter uma casa cheia mas sentires que estás completamente sozinha. Cada uma para seu canto.
Irra, não há meio de chegarem as férias.

domingo, 3 de junho de 2012

Nem tudo são alegrias


Pagava quanto fosse preciso, a quem fosse preciso, para poder ir a correr para a praia, deitar-me e sentir o sol a queimar-me as bochechas. Levantar-me, ir ao mar, molhar a cara com água salgada, voltar para a toalha e sentir que o bronze estava a começar a chegar-se a mim. Sentir fios de cabelo dentro da boca e estar a beber o sal como se de água doce se tratasse.
Queria chegar a casa e ficar deliciada por ver que já estava moreninha. Os dentes branquinhos, a pele castanha, a areia colada nas pernas, o sal ainda alojado nas faces, o cabelo encaracolado, consequência daquele mergulho tão fresquinho.
Pagava o que me pedissem para ter de volta a minha cara, aquela despreocupação tão fácil de não querer saber se estava a apanhar sol a mais, aquela despreocupação tão simples de não ter de andar sempre com o protetor solar atrás de mim.
Eu sei, pode parecer ridículo aos olhos de quem lê este blog e me conhece.. porque "afinal não estás assim tão mal". Mas sabemos todos que, nos outros, os males parecem sempre tão mais pequenos.
Mas em nós têm uma dimensão tão, mas tão grande. Pesam mais que qualquer peso que nos possam passar para as mãos.
Está um dia lindo.. Nem ao café vou. Não quero e evito sair de casa. Custa tanto ver a praia cheia de alguém's.. alguém's despreocupados, como eu era dantes. Alguém's que simplesmente estão a aproveitar um dia de praia, como sendo a coisa mais normal do mundo. E é.
Nos entretantos parece que deixei de gostar do sol. Mas é em ocasiões como a de agora que constato que, simplesmente, não gosto do sol porque não posso render-me aos seus encantos.
Parece fútil ou nada assim tão importante..eu sei. Mas para mim não é. E é de mim que se trata este blog. De mim, das minhas vontades, tristezas, alegrias, acontecimentos, desejos, nervos, preocupações.
Eu podia ir à praia. Mas tinha de levar o chapéu atrás de mim. Tinha de ter a cara tão branca qual nuvem do céu e não é disso que o verão, a praia, e esta época se tratam.
O verão subentende as férias. E as férias subentendem, novamente, aquela tal despreocupação. Aquela sensação magnifica de chegar à praia bem cedo, deitar na toalha, fechar os olhos, não ouvir ninguém ao nosso redor e desfrutar disso ao máximo. Nós e o sol. Nós e os raios solares que, de mansinho nos vão dando aquela cor-chocolate que nos faz ficar tão mais bonitas.
Ainda não vejo muita gente bronzeada ao meu redor. O que me faz sentir um bocado menos mal. Mas não há dia em que não pense nas férias, nas saidas à noite, naquelas pessoas tão bonitas, tão "à verão", tão morenas, com aqueles sorrisos todos que parece que brilham no escuro, nas festas, na alegria, na felicidade de toda gente. E depois em mim. Que dantes, fazia tão parte dessa grupo de pessoas. Eu era mesmo muito feliz. Tinha mais do que aquilo que considerava necessário. Adorava-me. Adorava ser assim como era e agora vejo isso. Não havia nada que me preocupasse.
Há pessoas que não ligam ao verão, não ligam à praia, mais porque não vivem em nenhum sitio com ela. Mas para as pessoas que vivem à beira mar, para as pessoas que têm o cheiro a maresia tão intrínseco nelas, custa. Custa ter de deixar de aproveitar, deixar de a viver.
Tenho, realmente, saudades de olhar para o espelho e achar que sim, estava bonita.
Não estou na praia. Não fui ao mar. Não tenho água, do mar, a escorrer-me pela cara abaixo. Mas tenho o sabor do sal a tocar-me os lábios enquanto escrevo este texto e enquanto me lembro de todos os verões que vivi até aqui. De toda a felicidade e alegria que me preenchiam.
Gostava de saber porquê das lágrimas terem o mesmo sabor do mar.

Se bem não está, melhor não se põe.

A minha irmã tem 26 anos. O namorado dela tem 25.
Ela não trabalha. Ele é engenheiro mecânico.
Ela vive em casa dos nossos pais. Ele, desde cedo que trabalha e arranjou casa para viver sozinho.
A minha irmã tem tudo o que quer. Ele tem de se esforçar para comprar as coisas que precisa.
A minha irmã quis um coelho e ele deu-lhe. Ele quis mudar de casa e não pode porque não tinha dinheiro.
A minha irmã quis um gato e ele deu-lhe. Ele quer comprar um frigorífico e anda, portanto, a juntar dinheiro.
Ontem foram para Santarém. Ontem ela quis um cão por 400€. Pediu-lhe. Ele, claro está, disse que não podia, porque não tem dinheiro e o pouco que tem, é para se sustentar.
A minha irmã não falou mais com ele o resto do dia e noite.
Hoje ao almoço o mundo quase que acabava com a minha mãe a ralhar com ela.
"Mas tu achas essas atitudes normais com 26 anos??"
"Sim, acho!"

e ficamos por aqui. a minha mãe está quase a explodir. e eu idem-idem-aspas-aspas. ela ainda acha que tem razão. às vezes gostava de lhe abrir a cabeça e tirar de lá estas atitudes parvas que tem.
Agora está a chorar. Acho que lá no fundo, sabe não devia ser assim. Mas não consegue evitar estas criancisses. Como diria o médico à minha mãe "quando ela quis voar, você cortou-lhe as asas.. agora tem de aguentar". Não sabia dizer melhor.

sábado, 2 de junho de 2012

Não suporto - ato II


Cuecas.
Canso-me delas. Apertam-me, enfiam-se, mexem-se. São desconfortáveis. E eu gosto pouco, ou nada, de andar desconfortável.
Por isso opto por dormir sem elas. A ver vamos se um dia saio por aí ao leu. Já faltou mais.

Não suporto - ato I


Quero ouvir música.
Dou inicio ao momento, meto os fones e tal, já toda contente porque vou ter o meu momento zen, em que posso pensar naquelas coquisses todas que um ser normal pensa, dependendo da música que está a tocar, e de repente está um ser ao meu lado que "blá blá blá blá blá blá blá" e depois "blá blá blá blá blá blá blá blá blá", nada suavemente e eu, como pessoa educada que sou, tiro um fone mesmo a comunicar "tive de parar o que estava a fazer porque tu quiseste, mas eu queria era mesmo ouvir a música". E a pessoa, ri-se e continua "blá blá blá blá blá blá blá", e eu não rio, porque não tou a achar piada, mas sorrio. Sorrio porque fica bem. Mas não respondo. Não respondo porque nem sequer estou a ouvir patavina daquilo que me está a ser dito. Entretanto, a pessoa remete-se ao seu silêncio. Mas não se calou só para eu poder ouvir musica. É mesmo porque, como não sabe o que dizer, fica ali uns tempinhos a pensar no segundo tema que deve introduzir. E é neste momento que eu agarro, muito sorrateiramente (leia-se "violentamente" pois só assim é óbvio o meu gosto, nenhum, pelo monólogo que está a suceder), e enfio-o no ouvido com toda a minúcia que se deve ter quando se mete um fone neste buraco, tendo em conta que é mais o tempo que o coitado passa a cair do que aquele que está ali sossegado a fazer o seu trabalho. E é quando estou no último encaixe que, pumbas "blá blá blá blá blá blá blá". Começo a bufar. E já nem rio, nem sorrio, nem ouço a música, nem ouço a pessoa, e começo com os nervos em franja e depois caem os fones, depois começa uma música que até gosto normalmente mas naquele momento só me inerva ainda mais e depois, e depois e depois.
Depois, é isso mesmo. Que sorte existir sempre um "depois". Um "depois" de.. E depois de me fartar, de me cansar, de estar farta de ouvir, levanto-me e vou-me embora. Porque não ia ficar ali para sempre. Teria de fazer algo "depois" de acabar o tema conversacional novamente.
E qual é o problema de antecipar esse belo momento?
Absolutamente nenhum.

Daqueles

O Raúl Meireles encanta-me.
A mim, que abomíno tatuagens.. pelo menos daquela dimensão. Boa sorte aos poros que ainda se mantêm ilesos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Já ninguém morre de amor


Vou tendo notícias tuas. Vou sorrindo, por um lado, por te saber bem, mas vou deixando escapar umas lágrimas, por outro, por saber que não é comigo que partilhas as tuas indecisões, as tuas vontades, os teus quereres, os teus desejos, a tua felicidade..
Vou-me aguentando porque sei que o mundo não acaba só porque te ausentaste do meu.
Afinal, já ninguém morre de amor.

Amigas? Espera.


Sabes que tens amigas quando, ao invés de só te elogiarem, também te criticam. Apesar de te fazerem cair, apesar de doer, também são elas que, depois te vão ajudar a levantar. E é aí que consegues ver que não te atiraram ao chão porque lhes apeteceu mas sim para que te possas levantar com mais força e começar a andar com a cabeça mais levantada que outrora.
Mesmo que penses, na altura, que não são de todo, tuas amigas, espera. Lá na frente tudo se resolve. Se não resolver, se não se clarificar na tua cabeça que aquela pessoa tinha razão e que te fez ver o mundo de outra maneira, tornando-te uma pessoa melhor, parabéns. Descobriste que não é, de todo, tua amiga. Portanto prepara-te.. vais ter de te levantar sozinho.

quarta-feira, 30 de maio de 2012


Tenho tantas saudades de não me hesitar o coração ao lembrar-te. Tenho tantas saudades de sentir uma certeza maior que eu, em ti. Tenho tantas saudades de me justificar as pressas com a paz que nos adivinhava. Tenho tantas saudades de acreditar, com todas as minhas forças, que sabia quem eras. Tenho tantas saudades dos melhores momentos em que existias. Não mora em mim a tristeza de muitos dias que passaram. Não. Não me acompanha a ansiedade dos tempos mais jovens em que não me bastava. Não. O que se passa, sabes, é que tenho alguma pena de ir crescendo sem ti. Tenho coisas novas para contar-te todos os dias. Posso esquecer-me de algumas. E, às vezes, têm piada. É isso. E tenho a certeza que dás xis  e agora apetecia-me um. É só isso. Mas faz o teu caminho. Eu continuo por aqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O truque é ir moldando

Hoje adormeço mais descansada. Se tudo correr bem, daqui a uns meses estarei mais leve. E isso agrada-me. Agrada-me muito.

Maio, Junho, Julho, Agosto... et voilá!


Não acredito que vou ter de esperar até setembro para poder ver esta (potencial) maravilha.
Tempo, passa depressa, por favor.
Para aquelas que se apaixonarem pela música, tal como aconteceu comigo: Imagine Dragons - Demons

Das que aquecem o coração

Mãe: tu vais para o RockInRio, mas ai de ti que me apareças, no sábado, com uma corzinha nessa cara! Mete montes de protetor e nunca tires o chapéu!
Eu: Ai mãe! E eu não sei já disso?! Preocupas-te mais do que eu.. isto já está quase nos trinques.
Mãe: Eu sei lá.. Nunca ouviste dizer que quando dói a ponta de um dedo a um filho, dói o corpo todo à mãe?

São estas, que vêm quando uma pessoa não está à espera, que sabem melhor.

domingo, 27 de maio de 2012

Mas melhor ainda,


é quando aquelas pessoas que supostamente são tuas "amigas", que sabem o que tu sofreste com o fim da tua relação, que sabem o que choraste, que odiaram a "nova inquilina" porque essa mesma fez com que passasses pela pior fase da tua vida, começam a dar-se extremamente bem com aquela que te roubou aquele que já era tão teu. E talvez o melhor mesmo é quando essas mesmas pessoas [por quem eu comecei a nutrir uma raiva tão grande], falam com ela mesmo na tua frente, numa de "não tenho nada a ver com os vossos ódios". Sim, talvez não tenham, porque nem da nossa vida fazem parte. Chegam ao ponto de aprovarem [fazem o favor de o mostrar] o namoro do teu ex-namorado, com ela, com a nova. Isto tem alguma lógica? Talvez p'ra mim não, pois sei que nunca, na minha vida, faria uma coisa destas.
Que falta de respeito. Do "meu espaço" não voltará a fazer parte.
Amigas? Só se for da onça. E essas, eu dispenso, obrigada.

Não diria melhor.


"Há seis ou sete biliões de pessoas no mundo. Um número considerável mas despiciente. Só me interessa uma, uma que não retire unilateralmente o que disse. Se há alturas em que o coração deve estar o mais afastado possível da boca, é precisamente quando não se sente para sempre o que se vai dizer. Trava-se. Controla-se. A menos que se sinta uma certeza urgente que profere solene e tranquilamente palavras em silêncio. Sempre é enquanto dura. Porque não se sabe o amanhã. Mas deve durar para sempre.."

do blog, "Foi (mesmo) assim que aconteceu"

sábado, 26 de maio de 2012

Preciso, muito.



"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. (...) Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. (...) E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar outro olhar que não no meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. (...) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. (...) Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura."

Caio Fernando Abreu
[tirado de "Mundo Cá Dentro"]

Obrigado a Ti.
Pela familia que me deste, pela oportunidade que me concedes, ano após ano, de estarmos todos reunidos. Obrigado por termos possibilidades para fazer festas em casa se nos apetecer, ou visitar um restaurante se bem nos der na gana.
Obrigada por ninguém ter partido ainda, para além do Lucky.
Como é maravilhoso estar sentada a ver que todos mudam a cada 365 dias que passam. Diferentes mas aqui, juntos, unidos. Uma verdadeira familia. Onde opera o "um por todos e todos por um",
Obrigada por tudo, tudo, tudo. Não podias ter escolhido melhor para mim [à exceção daquilo que tu já sabes. era só isso que eu mudava. mas hoje não vou ligar, está decidido].

Hoje a minha irmã faz 26 anos. Hoje é dia de festa cá por casa.


:')

Descobri-a quando decidiste ir embora. O quanto eu chorei a ouvi-la. Já não o fazia há imenso tempo. Hoje não resisti: Love.of.my.life
Pagava para ouvir isto ao vivo.

"Love of my life, you've hurt me

You've broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see?"

Já não chorava há tanto tempo por ti.
Não, não foi por tua causa, foi mesmo por ti. A tua mãe ligou-me e eu fui a tua casa. Ela pediu-me para a ir ajudar no computador. Quando cheguei ao quarto, parecia que tinha levado um murro no estômago. Em cima da secretária estava tudo aquilo que te dei no nosso ultimo Natal. O álbum tão lindo com as folhas de outono.."Era uma vez..".
Fiz um esforço gigante para não o abrir. Mas estava ali. E eu toquei-lhe só pra me assegurar que as folhas ainda estavam todas coladinhas como manda a lei. E estavam.. Então, achei que já que o tinha nas mãos, tinha de o abrir. E abri.. As lágrimas vieram a correr, talvez o quisessem ver também. Mas eu não deixei. Fiz logo 30 por uma linha para que elas voltassem para o sitio de onde tinham vindo! Ninguém as chamou para a conversa. Elas respeitaram e obedeceram.
Vi as fotos todas.. uma por uma. Tu sozinho, fotos das quais já nem me lembrava e nós. Tantas nossas. Cada página que virava, era mais um murro no estômago que levava. E ia gritando baixinho "Por favor, não vais chorar.. uau, estas fotos já tu viste mil vezes" (mentira).
Fechei o álbum e perguntei, sem me dar conta, onde estava a caixa que te tinha dado. Logo me arrependi de o fazer. Parecia que tudo, no meu corpo, estava contra mim. Não era eu que queria chorar, nem fazer perguntas. Era outra coisa qualquer.. essa mesma coisa que me fez chegar à caixa que te dei. Abri e recordei tudo daquela noite. Eu a chorar por saber que, muito provavelmente, seria o nosso ultimo Natal e tu a chorares por teres, não só, gostado do que te havia dado, mas também porque sabias que, nesse mesmo dia tinhas andado de braço dado com ela.. e eu não sabia. E agora percebo que o teu olhar era de pena. Pena por veres tudo o que fiz por e para ti, sem saber de tudo aquilo que tu fazias.
Agarrei nas minhas velas dos 18 anos, que quis que guardasses, no meu fio de cabelo, nas passas que queria que comesses nesse ano novo, no pacote de lenços, etc, etc.. Mas não vi o meu frasco de perfume. Quando falei com o D., ele disse-me que o tinhas levado para tua casa..mas eu não acreditei. Hoje pude comprovar. Fiquei contente, admito. Mas talvez o tenhas perdido, ou talvez o tenhas dado àquela que agora te enche o coração. Não sei nem sei se quero saber, sinceramente.
Fechei a caixa, guardei o álbum e fui ter com a tua mãe à cozinha. Ela tinha-me deixado sozinha contigo e com as lembranças que eu tinha de nós. Aquelas fotos, aquele cheiro tão peculiar do teu quarto onde tantas vezes estive.. tudo isso estava prestes a rebentar. E eu sabia que ia rebentar. No entanto, esperei e disse para mim mesma que só iria acontecer quando saísse daquela casa.
Cheguei à cozinha e ela abraçou-me. Perguntou se eu já tinha matado as saudades todas e eu não aguentei. As lágrimas não obedeceram. E acho que, sinceramente, nem as mandei recuar. Vinham com demasiada força. Ela percebeu e começou a chorar também. Que duas Marias Madalenas ali estavam! Ela obrigou-me a ir lavar a cara e começou a falar de outras coisas.. mas logo se apercebeu que não ouvi nada e calou-se. Pediu para eu ficar. Mas eu não quis. Queria estar sozinha, ir embora. E assim foi. Deixei-a lá e disse a mim mesma que, tão depressa, não lá hei-de voltar.
Foi o meu primeiro dia de praia. Estive lá umas duas horas. Não conseguia parar de chorar. Soluçava, falava, chorava compulsivamente. Foi tão estranho! O saco onde guardei todas as lágrimas que não chorei por ti desde já nem sei bem quando, saíram hoje. Todas.
Quando comecei a ficar melhor, quando senti que realmente estava "apta" para conviver sem chorar, levantei-me e vim embora.
Se, durante aqueles 4 anos, duvidei, por algum dia, do meu sentimento por ti, desde há dois anos para cá que tenho mais certeza que eras mesmo a metade que me faltava. E talvez seja por isso que ando tão em baixo desde que foste embora. Nunca mais fui a mesma. E eu reconheço isso a cada semana, mês, ano que vem e vai.
Faz bem chorar sim.. Mas até que ponto é bom chorar por ti?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É provável que seja eu que ande insuportável. Talvez seja eu que não me ande a enquadrar. Ou então sejam os outros que já não se enquadram em mim. Não faço ideia do que se anda a passar, mas tenho noção que há alguma coisa que não anda a bater certo.

domingo, 6 de maio de 2012

Helloooooooooo

Bem, estou de volta à blogosfera, mais aliviada que nunca!
Finalmente acabei o que tinha para acabar, fiz o que tinha para fazer e agora posso, finalmente, respirar de alivio! 
Chego aqui e deparo-me com esta "confusão". Não sou nada adepta de modernices e o blog está super diferente. Não percebo patavina disto e, confesso, é por essa razão que tenho evitado visitar-vos.
Mas hoje lá ganhei coragem e consegui "encarrilhar" maisómenes com a coisa.
No entanto, e como ainda não chega p'ra me sentir completamente inserida nesta vida outra vez, lá vou eu fazer uma visita por novas aplicações e mundos 3D que me causam tanta confusam.
Bom domingo e, acima de tudo, para todas as mães, um FELIZ DIA!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desejem-me sorte


Vou estar 3 semanas em ponto morto. Se, ainda estiver viva dia 4 de Maio, volto à blogosfera com o maior sorriso do Mundo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Nada a perder


Até que um dia acordas e te apercebes que não paraste de viver.. ele é que deixou de viver dentro de ti para dar lugar a um outro inquilino. E é nesse mesmo dia que te fazem sentir que ainda há muita coisa que vale a pena.

sábado, 14 de abril de 2012

Ao menos a gentileza..


As pessoas continuam a tratar-me por "cara linda".. menos mal

O meu pai e os bonecos

É impressionante como o meu pai acaba de se levantar para vir ver a DisneyCinemagic pópé de mim. Acho que era boa ideia se lhe pedisse para ficar a fazer-me os resumos enquanto eu vou para a cama.

Bons dias, espero que estejam a dormir bem às-sete-e-meia-de-um-sábado-de-manhã

E aqui estou eu, fresca que nem uma alface, às 07:28h da manhã, para começar a fazer os resumos de Linguagem na Criança. Lá fora parece que vai acabar o mundo, sonhei contigo e com a tua cavaleira andante (o que anda a ser um bocado excessivo demais tendo em conta os tempos que se vão pronunciando), estou geladinha, com um olho meio aberto e outro meio fechado, mas afinfemos-lhe! Quando se quer muito uma coisa, consegue-se, ora não é? Pois, eu acho que sim. E ai de mim que não acabe estes resumos hoje de manhã!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

É que nem posso ouvir

Sou só eu que odeio o Gosto Disto!, as personagens que fazem parte dele e todo o resto que está intrínseco no mesmo?

Sabes que a coisa 'tá grave quando:


À mesa, toda gente está a comer uma hamburguer no pão, cheia de coisas boas, enquanto que tu TENS de comer uma sopa cheia de flores

A companhia dita tanta coisa..


Só de pensar que tinha um bilhete'zinho de graça para ir amanhã ver esta senhora a cantar o Fado que eu tanto adoro e que não vou porque não tenho muito à vontade com a companhia, até me dá uma volta ao estômago! É que eu até sou uma pessoa que vai assim de boa vontade com quem "não conheço" e que não tem vergonha nenhuma. Mas epá, sabem aquelas pessoas, da vossa família, que sim, são da vossa família, mas que vocês não têm muita afinidade? Pronto, é isso. Eu ía mas qual era a nossa conversa daqui até Lisboa??? "Tá frio lá fora hoje.." ? Qui lindo!
Por isso pronto, não vou a lado nenhum! É esperar que a moça dê outro concerto aqui perto e, se a companhia for boa, lá vou eu toda tesa. 

Até me sinto mal em fazer isto, o bilhete já está comprado e tudo...e é familia. Mas não quero ir, não vou! Acabou-se a converseta!

A estúpida da gula....


...fez-me comer, agora, meio pacote de línguas de gato, como quem não quer a coisa.

The Tallest Man On Earth


Como eu adoro esta voz, esta(s) música(s) e estas letras. Perfeito para uma tarde em casa a estudar, enquanto chove lá fora.

Da sexta-feira 13


Já tive o meu momento de azar hoje: ver-te.
Tive a manhã inteira no café, pois bem quando resolvi ir ao multibanco, também tinhas de ir. Oh Tu aí em cima, não me faças estas coisas que eu depois estou um dia inteiro a pensar no mesmo e não pode ser!
Como é possível que 4 anos de confiança, cumplicidade, amizade e amor, resultem num virar a cara quando nos cruzamos? Que confusão me faz. Ainda assim, é preferível esta situação a um "Olá" falso (porque na verdade não queremos dizer (só) um "Olá". E os dois beijinhos na cara então..dispenso!
Por isso sei que, agora e para sempre, será assim. Tudo não passou de nada. Eu sou só alguém que tu não conheceste e tu és só alguém que eu nunca conheci.
O pior é saber que esta última parte é tudo menos mentira.

Dia Mundial do Beijo


Se apostarem neste dia tal como apostam no dia dos namorados, dia da mãe, etecetras, a tão afamada "Sexta -feira 13", hoje, não irá ter nada de negativo...muito pelo contrário! Sejam espertas e não os poupem! 
Um beijinho 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Como não hão de ser as pessoas falsas..


..se até os nossos dentes por fora estão branquinhos como a neve e, quando vamos a ver, encontram-se podres por dentro?!

Dos dias em que nos sentimos apaixonadas


Há dias em que as pessoas se sentem apaixonadas. Apaixonadas não por alguém especificamente, mas sim por uma música, por um jardim de flores, pelo cheiro à entrada da porta, pelo quente da roupa acabada de passar a ferro, pelo passar da mão da mãe pela nossa cabeça, pelo sorriso de alguém que vemos na rua, pelas palavras de um outro que nem sequer conhecemos, pelas frases de um livro, pelo suave das nossas almofadas, pelo cheiro do nosso perfume. Podemos sentir-nos apaixonados também pela própria paixão que vemos nos outros. O brilho dos olhos nos nossos amigos que se amam, o brilho do rosto dos nossos avós quando se falam, o sorriso na cara de alguém que abraça o bebé que tem no colo, o encanto no rosto daqueles que vêem a sua banda atuar, o som da sua música preferida a percorrer o sistema auditivo. Todas estas coisas têm o poder de nos apaixonar, o poder de nos prender e de pedir mais.
Há dias em que me sinto assim. Não sei explicar porquê mas sinto. Leve, livre, aconchegada, cheia de amor para dar. E, apesar de não ter um homem do meu lado a quem o entregar, consigo reparti-lo por aqueles que nunca sairam daqui. Do lado mais quente e resguardado do meu coração.

Uma tarde de música que me enche o coração


Este CD correu as horas comigo esta tarde. Que delícia!


Quero te abraçar, quero te beijar
Te desejo noite e dia
Quero me prender todo em você
Você é tudo o que eu queria

Vale tanto a pena.

Da traição

"Acredito piamente que sexo e amor são coisas diferentes que se encontram separadas. Mas amor e respeito, esses não vivem um sem o outro. Como se pode trair sem desrespeitar o nosso namorado/a e o sentimento que temos? Aliás, acho que o maior desrespeito é para connosco. Quando se trai alguém, traímo-nos primeiramente a nós, às promessas que fizemos, aos olhares que trocamos, às palavras que proferimos. E haverá maior vergonha que trairmo-nos a nós próprios?" [daqui]

Adorei o texto. Não encontraria melhor definição para me definir.

Diz que adivinha e que sabe - PARTE II


A minha irmã foi lá ao padre ontem.
Chegou a casa toda stressada porque o homem lhe pediu para que ela leve terra do cemitério da próxima vez que lá vá [para o mês que vem]. Eu e a minha mãe logo nos começámos a rir, mas a minha irmã está mesmo confiante com isto!
Ela: Olhaaaa, mas é verdade! O homem perguntou se eu, depois de ter ido à consulta dele, fui a mais algum lado e eu fui àquela bruxa com o M. [sim, a minha irmã também foi a uma bruxa depois da primeira ida ao padre -.-], e ele diz que alguém enterrou cabelo meu no cemitério e que, por isso, tenho de levar terra de lá, para ele parar a amarração.
Eu só me ria! Porque uma coisa é o padrusco dizer umas coisecas que até são verdade [que ela é envergonhada, que já foi muito gozada, que é imbirrante, que não tem gosto pelas coisas que faz, que nada a prende], outra é vir já com estas coisas de macumbas ou amarrações ou lá o que é! Aí, alto e pára o baile!

Hoje, estavamos descansadinhas a dormir, começa o rádio a tocar sozinho.. Ela nem se mexeu. Eu é que tive de me levantar e ir desligar aquilo na ficha! Porque não se desligava no botão! Estou mesmo a ver que ela trouxe aquelas vidas cá para casa! Já lhe disse: mantém-te loooonge de mim, as bruxas são tuas, não são minhas..

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ter dois amores

Ter dois amores.Ter dois amores é complicado, é estranho, ensurdecedor, deixa as pessoas mal dispostas, felizes, indecisas, inquietas, desajustadas, fracas, hesitantes. Ter dois amores outrora parecia-me algo impensável mas agora, cada vez mais, vejo por aí pessoas nessa situação..pessoas que trocam este por aquele julgando que será melhor e que, tendo sorte, se ficam, e outras que logo logo se arrependem e voltam para trás. Acredito que isto aconteça não por que tenham muito amor para dar mas sim porque se identificam com muitos amores. O facto de se ter dois amores, não significa que se goste menos daquele que chegou primeiro. Significa que o segundo, aquele pelo qual se julga ter uma "paixão'zeca sem importância" (teimam em dizer isto a si mesmos na esperança de que passe logo), aparenta ser melhor em muitas coisas que o primeiro. O segundo dá flores, o primeiro já não gasta dinheiro com essas coisas. O segundo elogia-te todos os dias, o primeiro já elogiou tantas vezes que julga ser desnecessário estar sempre a fazê-lo. "O segundo".. Que expressão mais desvalorizante. O segundo é aquele que vem depois. É aquele que não encantou à primeira vista mas que, ao passar mais vezes, deixou a sensação de que, provavelmente, seria interessante conhecê-lo. "O segundo" é sempre tão bom no início. O segundo é novidade, é vontade, é tudo o que o primeiro já deixou de ser há muito tempo. E é por isso que as pessoas se embeiçam. É por isso que a novidade se torna sempre tão apetecível. É por isso que, tendo a possibilidade de ter um telemóvel novo, que se julga ser melhor, o primeiro é deixado para trás, mas não para trás totalmente. Quer-se que fique ali, no canto do quarto à espera que a vontade de o ter novamente, surja.. Quer-se, porque no fundo, sabe-se, que, quando te fartares da novidade, daquilo que aos teus olhos parece ser tão "bom", irás voltar a pegar nele. Irás voltar a desejar o conforto, o hábito, o cheirinho das antigas recordações, a lembrança do que passou. E no que se torna o segundo quando comparado com isso tudo? Em nada. E é nesta confusão de sentimentos, vontades e quereres que andas. O segundo pode fazer tudo por ti. O segundo pode ter muitas mais aplicações, pode dar para ir ao facebook, pode ser em 3D, mas em breve reparas, já farto de tanta novidade à qual não estávas habituado, que o segundo não te enche. Falta-lhe qualquer coisa. Talvez lhe falte ser aquele que, mesmo não te dando flores, tinha aquele jeitinho tão peculiar de se assoar. Talvez lhe falte ser aquele que, mesmo não te dizendo que és linda todos os dias, já te conhecendo de todas as maneiras e feitios, continua a olhar para ti do mesmo jeito. Talvez lhe falte ser o primeiro. E é aí que talvez tenhas noção de que não podes ter tudo aquilo que queres. Nem podes ter uma compilação de ambas as qualidades. É aí que, já escolhida a opção, não há volta a dar até porque o orgulho ferido é o estado de espírito que mais obriga as pessoas a não voltar a fazer as coisas, por muito que queiram.Se deixas o primeiro a um canto, encantado com a novidade, é normal que ele se desligue, que se estrague, que morra com o tempo. E, quando te dá aquela sensação de "que saudades daquele que, mesmo não vibrando quando me ligavam, fazia tantas outras coisas e viveu tantos anos dentro da minha mala", já é tarde. Somos seres fracos então. Encantamo-nos facilmente, julgamos que o que vem a seguir é sempre melhor que aquilo que já tinhamos. Desvalorizamos aquilo que, só por já ter tantos anos a nosso lado, se tornou hábito. E é essa a resposta que dás quando te confrontam com a tua mudança, "oh, já era mais hábito que outra coisa". Mas não. Não é hábito quando te lembras, não é hábito quando choras, quando tremes, quando pensas, quando sonhas. Isso é tudo, de bom, menos hábito.Li algures uma frase que dizia "se você acha que ama duas pessoas ao mesmo tempo, fique com a segunda, pois se amasse a primeira, não existiria uma segunda". Cada pessoa é única e aquilo que nos dá, aquilo que é para nós, também é único. Então é aí que é preciso parar, é preciso pensar e decidir o que queremos para nós. Se é o conforto, as coisas já tão tidas, as coisas já tão vividas, sonhadas, inventadas, criadas ou se é a novidade, o começar do 0, o conhecer, o desconhecer, o imaginar, o descobrir, o novo. É preciso não ter indecisões. É preciso não andar a saltar de casa em casa qual boneco de monopólio. E, acima de tudo, nunca ter medo de fazer aquilo que se sente que está certo mesmo que os outros não concordem. Basta que te certifiques apenas de que a tua decisão não vai contra a tua consciência.

Pronto, um mal vai, um mal vem.


A sério que parti, pela 5º vez, o aparelho fixo? 
O meu dentista só me vai matar. 
[pelo menos já não tenho que dar 180€ aos senhores da eletricidade..menos mal]

WEPÁÁ


Estas foram as nossas caras (a minha, pelo menos, foi de certeza e aposto que a da A. também) quando recebemos a notícia de que afinal aqueles 180 € DE LUZ NÃO NOS PERTENCIAM. A senhoria enganou-se! 
Deus existe.

Imagens que valem mais que 1000 palavras


BOAS!
Só mesmo porque tinha de vir aqui deixar esta imagem fantástica que, já tenho como fundo do telemóvel, computador, etcetras. É que me farto de rir quando a vejo e achei que, quem percorre este blog, também deveria de a conhecer. Afinal, eu adoro as imagens que vejo pelos vossos. *

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ed Harris


Este homem mata-me do coração!

Cada vez está melhor.

Janeiro 2012: S. as tuas análises estão perfeitas, continua assim! Não há valores nenhuns alterados.

Abril 2012: Não sei como é possível. O teu colestrol e os triglicerídeos aumentaram imenso!

Eu: Porquê essa mudança? Sempre tive tudo tão bem!
Analísta: Por causa do teu tratamento para a cara.

Boa. Se em 4 meses existiu um distúrbio tão acentuado e eu NUNCA tive sequer um deslize, quero ver daqui para a frente. Incrível. Cada vez estou mais contente com esta porcaria.

Diabo à porta, só pode


180 € DE LUZ?? 
 ESTÃO MESMO A FALAR A SÉRIO?
vou acabar com a minha vida depois de acabar com o saldo do meu cartão, juro!

Inverno = Casa


Hoje vai ser assim: mei'nhas de lã, cházinho, mantinhas, e um filme claro está. Mais uma semainha de férias. Universidade, o quanto me agradas. O estudo é feito à tardinha e chega bem. Afinal, uma pessoa precisa de se distrair com outras coisas.

Diz que adivinha e que sabe - PARTE I


É oficial.. A minha irmã amanhã vai toda contente ao Padre com a amiga. A minha mãe anda-me a tentar convencer. Mas eu não me sinto convencida na totalidade. Verdade seja dita, não sou nada adepta destas coisas. Mas a minha irmã é o oposto. Até já chegou a comprar spray contra o mau olhado. Eu acho que as pessoas que ligam a essas coisas e que, consequentemente, se metem nessas vidas, começam a deixar de acreditar em coincidências (como eu) e passam a achar que é tudo fruto das macumbas, vudus e afins (como a minha irmã). A minha mãe, até ver, ainda não decidiu por que lado optar mas se, até aqui, parecia estar do meu, agora está a passar-se para o lado de lá, tendo em conta que me anda a cansar: "oh, vai com elas.. Aquilo é um padre, não é bruxa nenhuma. Chegas, sentas-te e o homem começa a falar do que já te aconteceu, da pessoa que tu és. É engraçado...não é F.? Olha que ele até disse à tua irmã que ela ia arranjar namorado e ela passado pouco tempo arranjou". Ok, não vou mentir que fiquei com o bichinho.. Qualquer pessoa teria curiosidade mas se nem eu sei da minha vida, é um senhor que não conheço de lado nenhum que vai saber? (e a minha avó responde: Mas há pessoas que nascem com dons..) Azar o meu que não nasci com nenhum, ao que parece.
Mas bem, a ver vamos se vou ou não. É que estou mesmo a ver, se porventura o senhor me atribuir uma qualidade que eu não concordo que me pertença, eu a virar-me para ele e a dizer "Deve tar a gozar.. não tem nada a ver".
A sorte é que não se paga nada.. cada um dá o que quer, se quiser. O que agrada pessoas poupadérrimas, como eu. 
Sempre quero ver se ele acerta naquilo que disser à minha irmã.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Teimosamente sangrando"


Se não sabes onde vais
Por que teimas em correr?
Eu não te acompanho mais..

Só porque adoro fado, adoro esta música, identifico-me com ela e hoje acordei a cantá-la praticamente.
Estrondosa.

domingo, 8 de abril de 2012

Da Páscoa

Mal acordei, virei-me para a minha mãe e disse-lhe "Ontem perdi o telemóvel". Ela pronunciou apenas um "Oh.." e virou a cabeça para a frente. Logo fiquei ciente que o seu mau humor iria estar bem presente a partir daquele momento, se não mesmo ao longo do dia.
Mas não. Sempre que falei para ela, respondeu-me bem. Quando acabou de se vestir e ia sair de casa, foi ter comigo ao quarto (no qual eu me vestia à pressa) e disse-me (não com o maior sorriso do mundo), que se ia embora pois já estava atrasada para ir para o café dos meus avós (no qual trabalha ao fim de semana). Acabei de me vestir e pedi-lhe que fosse comigo à vodafone para conseguir a segunda via do cartão. Pelo caminho falámos sobre o roubo da noite anterior (ou a perda, como queiram). Quando cheguei à vodafone (na qual já sou bem conhecida):
Funcionária: Então? Vens comprar outro?
Eu: Oh, não.. venho só pedir a segunda via do cartão. É que ontem roubaram-me o meu telemóvel..ou perdi-o. Não sei.
Enquanto a moça tratava de me arranjar o que eu havia pedido, dei de caras com o meu amor mais recente. Eu: Sabes..eu tinha dito que, se tivesse direito à bolsa, para comemorar, comprava aquele. Adoro-o!
Mãe: ... silêncio..
Funcionária: ..sorrisos, (ou risos, também não percebi)
Eu: Vais ver, vai ser a minha próxima compra!
A funcionária lá me deu o cartão e eu despedi-me, como sempre, com um "Até à próxima" que suscita, sempre, muitos risos.. Ainda não estavamos a 2 metros da loja quando eu "possa, aquele é mesmo jeitoso", mãe: "queres levá-lo?", eu: "oh.." mãe: "vá anda lá.."
Volto a entrar na vodafone e 
Eu: Pronto, é p'ra levar!
Mãe: Vá, este mês pago-te eu as propinas.
Safo-me sempre. É incrível. E mais, o meu avô acaba de me vir dar o "ovo" da Páscoa que já deu para pagar o telemóvel e ainda dava para comprar outro. 
Que família fabulosa. "Tudo para que a menina esteja satisfeita", depois não querem que eu seja imbirrante! 
Ao menos tenho noção disso, menos mal.

A sério?!


Ontem fui sair.
Ontem perdi o telemóvel.
Ontem quase não adormecia porque perdi o telemóvel.

Certo, tenho montes de telemóveis e podia muito bem viver sem este, claro. Mas o problema é mesmo o cartão de memória. O cartão que tinha fotos desde os meus 14, 15 anos. O único cartão que tive. O único cartão onde tinha músicas que já nem sequer tenho no computador. É incrível como as pessoas conseguem ver as minhas fotografias, o meu ecrã, no qual estou escarrapachada e não terem a decência de me o vir entregar! Estão mesmo a falar a sério? Eu tinha uma vida naquele telemóvel! Vídeos do falecido que ainda não tinha tido coragem de apagar, vídeos da minha viagem com elas até ao Algarve, vídeos das minhas viagens familiares na Vanette, enquanto ouviamos músicas mais antigas que os meus avós. Devem estar a gozar, a sério. Eu ainda tenho esperança que ele apareça qual D. Sebastião num dia de chuva.



No entanto...
Há um lado positivo em tudo...
E eu, já a antever um acontecimento destes, fui à opção "Bloquear telemóvel quando existe alteração do cartão" e PUMBAS! Não vão conseguir usá-lo, porque não sabem o código. Ou seja, ser-vos-há inútil. Ou seja, ficaram na m%$/@!
Só espero que não se lembrem de tirar o cartão de memória, passar para o vosso e andar a ver tantas coisinhas que eu lá tinha. A sorte é que não sou adepta dessas coisas de fotos nuas e afins. Nada a esconder..e nada a recuperar.
Há noites em que mais vale não sair de casa.

sábado, 7 de abril de 2012

Amigas..só se for da onça


Adoooooro aquelas pessoas que julgam ser nossas amigas (só elas, porque nós já há muito que não as consideramos assim), que não nos falam durante meses e meses e, de repente, quando precisam de ajuda ou quando se chateiam com o seu amor, se lembram que existimos. A sorte é que eu até nem era má pessoa e aceitava sempre com um sorriso na cara essas mesmas pessoas. No entanto, com tantas que já me fizeram e visto que o filme se repete continuamente, decidi cansar-me de ser boazinha. Portanto, peço desculpa mas não vou fazer mais figura de parva. Finito. Se não me agradas, ou se não me agrada o que fizeste e se, por isso mesmo, estou danada e com um pó que nem te posso ver, não posso fingir que está tudo bem só porque "ah e tal nós até nem nos davamos mal". Por favor.
A sorte, a partir de agora é mesmo essa, ainda bem que só te lembras de nós quando o rei faz anos. Assim, não tenho de estar de mau humor todos os dias.

Balanças

Hoje a revista Vida diz assim sobre o signo mais inconstante do zodíaco:
A conjuntura não está facilitada, encontrará obstáculos, contudo, a semana é de concretizações. É altura de ter o que merece, por isso deve dizer o que lhe vai no coração e na alma. Aja desta forma para não se arrepender. 


Tendo em conta o ponto da situação, parece-me que vou ter de começar a mudar uns pontinhos em mim.
Não bastava já as A's. me avisarem, ainda vêm os signos dar-me conselhos. Só pode ser um sinal (ahah, eu gosto de acreditar que sim, é giro, pronto).