quinta-feira, 12 de abril de 2012
Dos dias em que nos sentimos apaixonadas
Há dias em que as pessoas se sentem apaixonadas. Apaixonadas não por alguém especificamente, mas sim por uma música, por um jardim de flores, pelo cheiro à entrada da porta, pelo quente da roupa acabada de passar a ferro, pelo passar da mão da mãe pela nossa cabeça, pelo sorriso de alguém que vemos na rua, pelas palavras de um outro que nem sequer conhecemos, pelas frases de um livro, pelo suave das nossas almofadas, pelo cheiro do nosso perfume. Podemos sentir-nos apaixonados também pela própria paixão que vemos nos outros. O brilho dos olhos nos nossos amigos que se amam, o brilho do rosto dos nossos avós quando se falam, o sorriso na cara de alguém que abraça o bebé que tem no colo, o encanto no rosto daqueles que vêem a sua banda atuar, o som da sua música preferida a percorrer o sistema auditivo. Todas estas coisas têm o poder de nos apaixonar, o poder de nos prender e de pedir mais.
Há dias em que me sinto assim. Não sei explicar porquê mas sinto. Leve, livre, aconchegada, cheia de amor para dar. E, apesar de não ter um homem do meu lado a quem o entregar, consigo reparti-lo por aqueles que nunca sairam daqui. Do lado mais quente e resguardado do meu coração.
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Tens um blog muito janota :D
ResponderEliminarsim gostei imenso de ler esse livro :)), já o acabei há algum tempinho mas ainda nao tive tempo nem oportunidade de começar outro