domingo, 25 de março de 2012

Diz que são elogios

M.: Epá, é que o mundo são só caricas..e tu és uma rolha!

Acho que foi o elogio (dentro do contexto,claro) mais estranho e espontâneo, que me fizeram na vida. Mas por mais estranho que seja, soube bem ouvir, pois sei que foi com toda a (boa) intenção que podia existir naquele momento.

Quando alguém fala e não podes contrariar porque a pessoa está totalmente certa

Continua a deixar-me triste quando falam mal de ti. Não é que as pessoas não tenham razão ou estejam enganadas naquilo que dizem..mas continua a parecer que só eu, apenas eu, posso criticar os teus defeitos, as tuas atitudes, as tuas acções que tanto mal me faziam. Que sabem os outros? Tudo. Mas nunca sentiram nada. Por isso, tudo o que digam, só o dirão porque ouvem aqui e ali. E nunca porque lhes sai, como a mim, do coração. 

sábado, 24 de março de 2012

Enrolar a língua

Adoro quando o meu pai vem mais contente da rua (ele aproveita bem o sábado, se é que me entendem) e começa a falar, ao jantar (sozinho), sobre amor, guerras, sentimentos, amizades, etc etc..
Para quem, durante a semana, nem abre a boca, é mesmo cómico.
Mas pronto, deixe-mo-lo falar.

Uii

A minha irmã está a fazer uma tarte de pastel de nata gigante!
Eu podia estar a ajudá-la, mas prefiro estar deitada a ver "Os Descendentes". Assim evito ir petiscando (como se não o fosse fazer de seguida).
E se eu adooooooooro pasteis de nata! Bem vindo cá a casa :D

Ai a conversa..

Chega-se ela toda gaiteira ao pé de mim (a pensar que estava a ter uma grande atitude) "Ai S... que mamas an..". Eu nem abro a boca. Fico chocada a olhar para ela (pensei mesmo que ela sabia o meu ódio a isto). Ninguém me defende claro. Quando a Rainha fala, ninguém a contraria, para ela não ficar de mau humor. Aliás, o meu primo ainda reforça mais (em defesa da sua amada), "porra, realmente estão maiores". E eu ali, exatamente no meio deles dois. Até que chega a minha heroína (a minha mãe) e diz "Oh! Isso é do soutien!". Eu viro costas, chocada de todo e nisto a minha mãe deve ter-lhe feito um sinal qualquer. Porque ela logo grita "Eh S., olha que 'tava a brincar". Por favor! A brincar? As pessoas não têm mesmo noção. É que, quando querem melhorar o que disseram, só pioram.
Sentei-me, nem olhei mais para a cara dela. É que ela, que tem umas mamas até ao umbigo e pesa uns 80kg, não ouve ninguém criticá-la! Porquê? Porque toda gente sabe que ela não gosta de ser assim! Basicamente foi uma choradeira infernal depois.. até que a minha mãe vem ter comigo sorrateiramente e diz "Que achas de irmos o médico que tirou o peito àquela mulher?" Eiiiiish que aí é que me deu uma coisinha má de tão feliz que fiquei!! Vai-se realizar! Eu sei que sim! Pelo menos falar com ele, vou. Ele vai ver-me e sim, tem de me tirar isto! Duas laranjinhas.. O adequado para o meu corpo.
Quando me viu a chorar, a minha avó, como sempre, teve de intervir e diz-me "Olha..quando te disserem que tens o peito grande, dizes assim 'É para dar de mama a vocês todos". E eu tive de me rir, claro.
Como é que uma notícia pode fazer com que fiquemos mais felizes o resto do dia?! É que ainda não é nada certo (que vá tirar), mas ao menos um passo já vou dar.
Que alegriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiia!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mantas e pipocas


Hoje a noite vai ser diferente. Ao invés da habitual ida ao café, vamos reunir-nos para assistir a um belo filme, na companhia de umas belas mantinhas, pipocas (a ver se como) e, concerteza, uma guerra gigante primeiro que escolhamos o filme. Já sei o que a casa gasta. A sorte é que também sei do que a casa gosta. 
Um bom serão para todas vocês. Espero que a vossa noite termine tão bem quanto a minha.

S'il vous plait

Assim uma reviravolta gigante, sff

Norma Jeane Mortensen - Marilyn Monroe




Ontem pus-me a ver o filme "My week with Marilyn Monroe" e digamos que fiquei maravilhada com a personalidade que esta mulher tinha. É fantástico como ela não fingia não gostar de ser famosa, de ser reconhecida. Admitia que achava delicioso que os homens a desejassem. Adorava o mundo das estrelas, dos flash's, dos autógrafos, dos gritos, do dinheiro, das roupas e perfumes caros..tudo isto se nota na maneira como ela fala e como ela age perante o social. É delicioso ver a sinceridade nela bem como a verdadeira pessoa que era. Apesar de se apaixonar muito facilmente, nunca amou nenhum homem a sério, mas fazia com que todos se perdessem de amores por ela. Talvez por nunca ter encontrado alguém que a amasse por aquilo que era na realidade, é que vivia numa infelicidade constante. Ao ver o filme, pergunta-mo-nos "como é possível ela viver triste, se todo o mundo a deseja, se todos querem um minuto da sua atenção, se ela é um ícone mundial?".. Pois, falta o amor. Falta sempre o amor a estas pessoas, o bom, o verdadeiro, o essencial. O amor que nunca teve, nem dos seus pais. O pai abandonou-a e a mãe foi internada num manicómio pouco tempo depois dela nascer. 
By the way...
 Como já é tradição, após o filme, meti-me a pesquisar tudo e mais alguma coisa sobre a vida dela, vídeos, imagens, frases e li uma da qual gostei particularmente:

"Uma mulher sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada."
[Se todas fizessemos assim, oh quantos corações ainda estavam inteirinhos]

Passados uns minutos

Tenho de me rir, agora que já me passou a excitação do filme, com o comentário que fiz sobre o mesmo ahah! Era engraçado que apontássemos, dizendo algo, sempre que nos encontrássemos numa situação de êxtase. Depois é giro ler e recordar "eia eu tava assim tão excitada por causa disto?"
Adiante, só mesmo para reforçar a ideia de que têm mesmo de ver este filme. Ri, chorei (muito) e apaixonei-me pela personagem. O essencial é, mesmo, invisível aos olhos. 

Wow!!

Não tenho palavras para descrever como me sinto depois de ver este filme! 
Vejam, vejam, sff!
Nunca pensei que os filmes indianos fossem tão, tão bons! 
Estou.. nem sei como. 
"A única coisa que separa umas pessoas das outras é que, umas são boas e outras são más. É essa a única diferença"
LINDO

Para não rebentar

Estou no café, sentadinha, a coscuvilhar os blog's alheios, quando entra a minha tia com um ramo de flores enorme. Quer dizer, aquilo não é bem um ramo..é uma dezena de flores, infiltradas dentro de um quadradinho todo jeitoso, branquinho, com um laço enorme.
Eu, a pensar que já havia morrido alguém, próximo, nos entretantos, viro-me para ela e pergunto "Para quem é isso?" e ela responde "Para quem é que há-de ser?". Eu já nem repondo, viro-me para a frente e, pois claro, venho aqui revelar os nervos que isto me anda a meter.
Desde que a minha prima morreu, que todas as semanas vão ao cemitério, levam flores e flores e flores. Deixaram de ir aos lugares, aos convívios nos quais dantes era quase "obrigatório" estarmos e parece que o mundo deles está mais fechado que uma noz. A sério, isto faz-me mesmo confusão. Porque quando alguém morre, as pessoas, na grande maioria das vezes, deixam de ir aqui ou acolá porque simplesmente, "os outros vão falar" e não porque "não tenho a mínima paciência para estar com quem quer que seja". Nos primórdios sim, claro que entendo o seu afastamento social, o seu ar carrancudo, o seu chorar a toda a hora. Mas sinceramente, acho que já é altura de começar a viver. Se os pais já o começaram a fazer, porque é que a minha tia teima em não se "desgrudar" um pouco disto?
A toda a hora no cemitério, a toda a hora a comprar coisas para levar, a mostrar as fotografias a toda gente que vem ao café, a "desprezar" os outros bebés que vê.
Nem eu nem ninguém pode dizer o que quer que seja, se não é um circo aqui dentro. Por isso, ouço, vejo, fico revoltada e venho aqui dar o meu parecer, se não expludo.
Dantes não achava muito bem, quando as pessoas, a quem morriam familiares, passado um mês ou dois já andavam por aí, já faziam as suas vidas. Sempre vi isso como algo do género "não sente assim tanta falta da pessoa em questão, para já estar a respirar". Por favor.. Agora consigo ver que, nós continuamos vivos..Não é bem um "o que lá vai lá vai", mas é mais um "não posso permitir-me ficar para trás por causa disto, apesar de doer".
A vida é curta para toda a gente. Não a queiramos encurtar ainda mais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Problems

O meu maior defeito: achar que sou fina demais para tomar iniciativas. "Se a pessoa em questão, realmente quiser, que me diga ela algo". É horrivel, eu sei. Arranjo sempre um motivo (no qual confio e acredito a 100%), para não ser eu a dar o primeiro passo. Mesmo que as pessoas me tenham mostrado já diversas vezes que sim, querem falar-me, quando é a minha vez de dizer algo sem que esse alguem tenha dito, lembro-me sempre de algo como por exemplo "oh, ontem demorou tanto p'ra me falar, talvez já não queira(...)". Coisas do género.
Eu começo a achar que tenho um problema grave. Ainda não descobri foi o nome, mas hei-de chegar lá.

Diz-se que..

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos separam-se, cada um vai em busca do seu próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba? 
   O que acaba são algumas das nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser moldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela modifica-se à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com todos os nossos erros. O amor mantém-se o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos. 
Se nada muda dentro de ti, o amor que tu sentes, ou que tu sofres, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmos, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflitos. 
   O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve as nossas defesas, oferece-nos outras possibilidades e nós avançamos porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. A paixão termina, o amor não. O amor é aquilo que deixamos ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Martha Medeiros 

Do you want to go to the plage with me?

Hoje, por aqui, é quase verão. Que calooooor que está, meu Deus!
A ver se não agarro no meu chapéu de palha, no meu livrinho, e se não dou um salto até à plage!

terça-feira, 20 de março de 2012

Os Rastas Ambulantes

Gostava de perceber qual é epidemia que chegou a esta terra. Por todo o lado se vê calças de hippie, rastas, cheiros impossíveis de suportar, consequentes olhos vermelhos, reggae's, "peace's and love's", "Bless's" e ainda "Jah's". É engraçado e ridículo ao mesmo tempo. Não tenho nada contra os hippies, aliás, considero bastante interessante o estilo de vida que levam, mas sim quando é sentido. Quando está intrínseco na pessoa e não quando "é cool, é fixe ser rastafari". Desde pequena que dizia à minha mãe "quando for grande vou fazer rastas, agarrar na carrinha do meu avô e correr o mundo" (ilusões, claro. Mas contínuo a querer agarrar na carrinha do meu avô e correr o mundo). É interessante que estes reggae's ambulantes de que vos falo, quando se lhes é perguntado "Acreditas em Deus?", eles riem e respondem logo "Agora em Deus.. Isso cá existe? Ganda tontinha, da Igreja", mas depois não se calam e andam por aí a falar de "Jah" por tudo o quanto é sitio. Não se pode ter uma conversa com eles, que não acabe em "Jah te ajude ou ainda Bliss you all".
Poupem-(se)-me sff.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Que a almofada vos dê o aconchego suficiente, boa noite *

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela esquece-se dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça levanta-se e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama a saber que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi a chorar que ela, tu e todos os outros, vieram ao mundo.

Caio F. Abreu

Gosto mesmo do raio da música


Do the things that you always wanted to
Without me there to hold you back, don't think, just do
More than anything I want to see you girl
Take a glorious bite out of the whole world

Gostava..

...de perceber porque é que me farto de tudo, e mais alguma coisa, passados tão poucos dias. Já mudei a minha imagem de fundo deste blog, uma dezena de vezes (é até me fartar de o fazer também). E não imaginam a quantidade de vezes que mudo a do ambiente de trabalho. Isto está complicado. É que, qualquer dia, não há nada que me agrade! Aí quero ver o que faço. Quero, quero.

domingo, 18 de março de 2012

Vontade de fazer mais

E sempre que me questiono sobre o que gostava mesmo de fazer, sobre aquilo que me enche o coração, sobre aquilo pelo qual andava a sorrir o dia todo, é aqui que me imagino: 

E eu começo a ter cada vez mais certeza que é aqui que serei feliz quando dou por mim a pesquisar, quase todos os dias, os procedimentos a seguir para poder estar lá, para poder fazer parte deste Mundo que sempre me colocou um brilho nos olhos. Há em mim uma enorme sede de ajudar. Tenho pensado quase constantemente nisto. Falta-me qualquer coisa. Aliás, sempre me faltou. E eu acho que começo a descobrir do que se trata.

Encontros indesejados logo pela manhã, ditam o nosso estado de espírito pelo dia fora

Se há dias em que mais vale não sair de casa, no meu caso, há dias em que mais vale não sair à hora que se quer, e ir um bocadinho mais tarde. É que mal se abre a porta, a primeira pessoa que se vê, faz-nos andar de "trombas" o resto do dia. Impressionante, gaita! Parece que me segue ou o caraças.
Agora também gosta de andar de bicicleta. Oh vida.

sábado, 17 de março de 2012

Porque existem, sempre, pessoas diferentes, capazes de mudar o mundo, independentemente das consequências

Esta é, sem sombra de dúvida, uma das histórias mais bonitas que já vi
The Help

Ora, ora, oraaa

Tea with Tia



Hoje vai ser uma tarde em beleza. Chá's, leitura, conversa e  bolo de chocolate e canela à mistura.
Uma tarde só e somente de mulheres, tal qual se vê nos filmes. No jardim, a aproveitar este sol que resolveu aparecer para ir também ao chá das 5h, a ouvir os passarinhos e, mais importante que tudo, a aproveitar, na companhia da familia, um belíssimo fim de semana.

Sim, tenho frequência segunda-feira. Mas com um programa destes, quem quer saber disso?

Frases que tudo dizem II

"É difícil demonstrar amor quando você não sente motivação. Mas, amor no sentido mais verdadeiro, não é baseado em sensações, mas na determinação de agir com consideração, mesmo quando parece não haver recompensa." 

Filme, À prova de fogo

My love is calling

Hoje, apesar de o tempo estar triste, cá vai disto com cheiro a verão e tudo: [ocoraçãoagradece]


Do you want to go
To the plage with me?
I'm going down-down-down
There for the morning,
Most beautiful girl i've ever seen.
Calm down-down-down,
My love is calling

sexta-feira, 16 de março de 2012

Argh!

Pessoa'zinha irritante- Eu avisei-te!
Minha pessoa - Epá, parabéns. Eras grande era se me tivesses impedido de o fazer. Agradecida pelo aviso.

Coisas boas da vida, Parte I


Era mais ou menos isto que eu tinha em mente para a minha vida (e podia vir dentro de um Nissan Cascai a ver se eu me importava)

Horizontes

A mãe do "meu" falecido foi sair, no fim de semana passado, com um senhor que conheceu no facebook (modernices). Hoje, enquanto me contava tal novidade e me dizia não lhe achar muita graça, rematou com uma frase assim "Depois de os termos, parece que já não conseguimos ver mais nada". E eu, apesar de, na altura, ter anuido, tenho de vos confessar que aquela afirmação já não se encaixa em mim. Começo a ter a capacidade de ver que existe mais, sim.. Mas só ver (vá, não vale a pena abusar).

ontem, hoje e amanhã

 E é isso.

Mentirinhas boas

Placebo: (do latim placere, significando "agradarei") é como se denomina um fármaco ou procedimento inerte, e que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está a ser tratado.

E pronto, isto é o que acontece com todos aqueles comprimidinhos estúpidos que existem para emagrecer. Ou melhor, para que as madammes se considerem mais magras. Efeito Placebo. Ora nem mais.

Sexta-feira, YE

Eu odiava esta música [BossAC].
Mas tanto a ouvi e tanto me obrigaram a ouvi-la que pronto, rendi-me e habituei-me à coisa.
No entanto, não precisa de ser a primeira música que ouço, assim que ligo o rádio, ok?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Oh Lord

Deus meu, comi um pão inteiro com molho! Sóó e somente com molho! E depois ainda jantei.
Solução: agarrar-me à elítica até derreter. A vontade é pouca mas a necessidade é muita. Porque é que eu não sou forte o suficiente para resistir? Aaiaiai

Rica Vida

Tarde no sofá a ver este filme [Hugo]. Recomenda-se, está lindo. Eu fico incrédula com a magnífica representação do miúdo que faz o papel principal. A lágrima chegou a aparecer, bolas! Estes filmes arrepiam-me. Bem como me arrepia um final de tarde magnífico, com o sol a pôr-se. Portanto vou levantar o rabo daqui, agarrar na bicicleta e sair a pedalar.
Se todos os dias fossem assim eu não me importava nadinha.

Chócolat (2)



Não, ainda não arranjei namorado. Mas já arranjei quem me levasse à feira do chocolate em Óbidos (ihih). S.Pedro, faça o favor de não trazer a chuva amanhã, se não iremos ter uma converseta quando eu for aí p'ra cima. Agora é só angariar fundos para que amanhã possa deliciar-me à vontade.
Um bem haja às almas caridosas que me vão fazer este favor.
Adoro quando consigo o que quero.
Bom dia mundo: [ocoraçãoagradece]

I won't give up on us
Even if the skies get rough
I'm giving you all my love
I'm still looking up 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Bela


"Pior do que não ter aquilo que se quer, é não fazer nada quando se tem"

"Florbela", um filme que é obrigatório ver.

Hoje o dia é cheio desta: [ocoraçãoagradece] 


Come closer
Can you tell me?
Am I wasting my time?
Come closer
Can you tell me?
'Cause people keep telling me
Keep telling me

People tell me you're a lost soul
People tell me you're a lost soul

sábado, 10 de março de 2012

Coisas que se ouvem

"Eu tenho dois bonequinhos.. O Tigo e o Migo. Se eu ficar c'Tigo, tu ficas c'Migo?"

(Ouvi agora na Tv Record e pronto, como achei fofusco e tal tive de vir aqui preservar a coisa para não me esquecer)

Palavras mal palavreadas

Como a minha irmã diz cardápio - catrapásio
E eu tenho de me fartar de rir. Porque é inevitável não o fazer, perante tal naturalidade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sem limites

Nunca sabemos o quão mal podemos estar. Quando pensamos "Ok, pior que isto não pode acontecer", há sempre alguma coisa que surge para nos mudar essa sensação. Mas a verdadeira questão que se coloca é esta: Quão mal podemos estar? Será que sabemos? Será que há um limite?
Cada vez chego mais à conclusão que não há limite algum. O ser humano na sua complexidade e imensidão consegue ser "atingido", por assim dizer, por uma série de catástrofes que funcionam como formigas. Quando uma surge, as outras resolvem aparecer também, como que para ajudar à festa. 
E quanto mais pensamos nos problemas, mais pesados se tornam, mais dolorosos, mais feios. Mas é impossível não pensar. Mesmo sem ser convidada, aquela ideia que nos mói o juizo teima em acompanhar-nos, ao longo do dia, dentro do bolso, qual pacote de lenços..como se já fizesse parte de nós. O problema, é que faz mesmo. O problema, é que o problema já é algo intrínseco. E mais entranhado fica consoante o tempo que lhe dedicamos. É difícil ignorar, claro. Mas não é impossivel. Basta que nos distraia-mos com outras coisas..é necessário que guardemos a mágoa que aquele problema nos está a causar, dentro da caixinha que temos debaixo da cama, onde se guardam algumas recordações (talvez esta mágoa advenha delas mesmo) e que vamos embora..que saiamos de casa, que vamos passear, tirar fotografias, ler, aproveitar a vida. Quando chegarmos a casa iremos certamente recordar-nos daquela caixinha que está mesmo ali, intocável  mas é preciso que façamos o esforço de não a abrir. Não vale a pena. Deixemos as dores, as mágoas, todos aqueles problemas se acumularem ali. Deixemos que cresçam o quanto poderem..a caixa não é muito grande, afinal as recordações também já não o são. E aí abrimos um livro. Lemos, mergulhamos na história, apaixonamo-nos, choramos, rimos.. mas o importante é que estamos distraídos.
Costumam dizer que sou otimista demais. Não o nego. Sei que nada é impossivel, mas também nada é garantido. Nada é certo, mas também nada é por acaso. Nós somos aquilo que quisermos, é tão simples quanto isso. Não vale a pena complicar porque, por mais complicadas que possam ser as coisas, nós temos o poder de as tornar mais fáceis. Quanto não seja, torná-las mais simples nem que seja apenas na nossa cabeça..dentro de nós. É necessário repetir constantemente que aquilo não é assim tão grave, que tudo se irá resolver. Temos sempre duas opções: Ou superar, ou superar. E depois cabe-nos a nós decidir superar bem com sorrisos, alegria e felicidade, ou superar dentro de um mar de choros, tristezas e afins obscuros. A primeira parece-me muito melhor.
Com o passar do tempo tenho conseguido ver que o ser humano suporta tudo. Grandes perdas, pequenos ganhos, grandes derrotas, pequenas vitórias, grandes dores, pequenas felicidades. E depois há aqueles que o fazem a sorrir para a vida, acreditando que ela ainda irá sorrir para eles e os outros que optam pela sombra, que insistem em isolar-se e teimam em assumir o papel de vítima. Julgo que não existe nada pior que sermos vitimas de nós próprios. Muito pelo contrário, devemos ser a nossa melhor ajuda, a nossa melhor e maior garantia.
Cada vez mais consigo ver que ser feliz é uma opção. Mesmo que a vida não nos sorria, façamo-lo nós. Não vale a pena sermos daqueles que primeiro precisam de receber, para poder dar de seguida. Deixemo-nos de desculpas, de choradinhos, e de ares derrotistas. Mesmo quando só te apetecer chorar, contraria a dor, um dia irás vence-la pelo cansaço. Quando só quiseres isolar-te, sai de casa, viaja, conhece pessoas novas. Ninguém nos conhece melhor que nós mesmos. Mas será que nos conhecemos o suficiente para nos conhecermos? 

segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Uma das..

coisas que me faz confusão é o descrédito que dão a um "Amo-te". Faz-me uma extrema impressão a facilidade com que, nos dias que correm, se diz Amo-te's a este que se conheceu ontem, àquela conhecida que nos apresentaram à três semanas atrás, ao namorado que nem um mês tem a nosso lado ou, ainda pior, àquele a quem dizemos só porque também nos disse e "ah e tal parece mal não usar a mesma palavra". Mas afinal, quanto amor cabe num "Amo-te" ?
Um "amo-te" deve ser dito quando já não cabe mais nada dentro de nós. Não é no início, quando ainda andamos com aquela paixoneta típica que nos faz querer cantarolar, que nos faz sentir destemidos, que nos faz querer gritar aos sete ventos o quão "nas nuvens" estamos. Ao invés disso, deve ser dito passados meses e meses, quiçá anos. Deve ser dito quando algo cá dentro nos diz que a vida já não funciona sem aquela pessoa e não quando somos ainda nós próprios que pronunciamos dia após dia que sim, a vida até funciona com esta pessoa do nosso lado.
O amor é impossível de controlar e, nos dias de hoje, os "amo-te's" também o são. E ainda outra.. O que leva alguém a optar por um "Love you" ao invés de um "Amo-te" ? Aqui cabe tudo. Cabem todas as emoções, todos os carinhos, todos os desejos, todos os passeios que se deram, todos os sorrisos que se trocaram, todas as prendas que se compraram, todas as surpresas que se fizeram. Num Love You, e é quando não recorrem a um LY, não cabe nada. Porque não há nada p'ra caber. Não há nada para dizer quando se diz isso. "Ah e tal, o 'amo-te' é um bocado forte e apaneleirado demais [porque secalhar nem sei o que essa palavra significa], e por isso toma lá um "Love you". Vês? Até sei inglês e tudo. Love you tem pinta..Love you é cool e duas palavras contêm mais sentimento que uma." E pronto, ela fica toda contente, "Ele ama-me. Disse que me Love you'ava. Também lhe devia responder, então cá vai: LY 2." E está feita a conversa, tá feito o negócio. Eles lovem-se.

Talvez eu não faça, mesmo, parte deste século. Continuo a apreciar a simplicidade, os clássicos, a sinceridade, aquilo que é nosso e que, como tal, deve ser usado. Porque por ser nosso, contém todos os ingredientes necessários a que o outro perceba. Mas só o deve perceber no tempo certo. Não numa data específica. Não quando fizer chuva ou sol. Mas sim quando estivermos preparados e quando aquilo que sentirmos for, realmente, amor e não um "gostei de ti ontem e por isso Lovo-te."

Miguel Esteves Cardoso - Visão do amor actual

“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

E é isto. 


É a companhia de hoje  [ocoraçãoagradece]

Aceitar

Não há nada mais correto do que aceitar aquilo que nos acontece. Seja bom, seja mau.
É inútil começar com questões do género "Porquê a mim?", "Porquê eu?". Não se irão obter respostas e, mesmo que se obtenham, o incidente, o problema, aquilo já aconteceu. Agora não vale a pena. As respostas servem apenas para nos confortar. Para nos poder aquecer mais um bocadinho a alma, ao invés de adormecermos a pensar nas mil e uma razões para o sucedido. No entanto, com as respostas obtidas também a indignação poderá permanecer em modo de confusão. Confusão essa que nos incapacita de fazer a junção entre o "problema" e a causa.
Por isso, por pior que seja, por piores dias que venham, por mais mal que tal coisa vos possa fazer..aceitem-na. Já tinha de ser assim. Esqueçam os "Se's", esqueçam os "Mas". O passado não volta, não é permitido ao tempo recuar. E, por isso mesmo, a vida continua. Resta-nos a pequena certeza de que iremos fazer tudo para superar e para que não volte a acontecer.

sábado, 3 de março de 2012

Luz, luz






O meu maior sonho passa por poder assistir a isto um dia.
Hei-de chegar lá.

Chócolat



Confesso, não sou grande apreciadora de chocolates. Mas ai, o quanto eu adoraaaaava ter ido à feira de Óbidos!
Isto de não ter namorado para nos satisfazer as vontades e nos dar miminhos, levando-nos a estes sitios, não dá com nada. Tenho de ver se trato disso depressa.
Com sorte, para o ano o discurso já é diferente.

Exageros

Epá há pessoas que fazem do senhor facebook um autêntico diário.
"Eu a desbulhar um rebuçado";
"Eu a enfiar o atacador no ultimo buraquinho";
"Eu a dar água à flor da sala";
"Eu a dizer Olá à minha mãe";
"Eu a brincar com o cabelo";
"Eu a salivar"..

A privacidade fica onde? Numa linha de facebook?
"Eu a contar-vos um segredo"
Poupem as alminhas de quem liga o dito cujo e é "obrigado" a deparar-se com tais coisas completamente irrelevantes.

' Tá p'ra nascer

E porque brasil é brasil e porque acredito ter nascido com uma costela brasileira dada a minha queda para estas múscias, aqui está a companhia de hoje: [ocoraçãagradece]

Gosto mais de você
Do que de mim
Está p'ra nascer
Alguém que goste de sofrer assim

Águinha

Já chove!
Finalmente. Que rico tempo para ficar por casa a ver um filme, no descansinho tão merecido (uma semana de aulas já é puxado nos dias que correm). O quanto eu adoooooro este pano de fundo.

Obrigadinha S. Pedro por estas cuspidelas que tanta falta fazem.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Para me (te) encontrar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder, pra me encontrar.


Florbela Espanca


Hoje acaba-se o dia e entro assim pela noite dentro. Com esta vontade e a sentir que nos entretantos (dure o que durar, mas para mim é "nos entretantos"), ele há-de chegar.

Puerto & Benfas

Jasus, que hoje não se ouve falar de outra coisa que não seja o jogo de mai loguinhe! Os facebooks são todos mensagens de boa sorte para ambos os clubes (mais para o lado do vermelho que do azul) como se aquilo lhes desse mais força nas pernas para correr durante o tempo que andam ali a pisar a relva como uns loucos. Eu não gosto nem aprecio futebol, verdade seja dita. É-me indiferente se ganha um ou outro mas tá bom, lá vou eu toda gaiteira com as minhas maravilhas ver o jogo, sentadinha no café. Até já consigo imaginar a minha cara ao ouvir os gritos dos restantes clientes/adeptos quando a bola se aproximar da baliza. Queredo, parece que o mundo está prestes a acabar e que quem gritar mais alto o salva e fica com o seu controle.
Porque eu sou um ser um bocado estranho. Não gosto de futebol, é que a coisa nem sequer mexe comigo minimamente, mas já fui ao estádio da águia duas vezes e gostei imenso daquela confusão, daquelas cores, da emoção das pessoas, da alegria na vitória, das músicas que cantavam.. E ía outra vez. Todo mundo a viver aquilo intensamente e eu sentadinha no meu lugar a mirar tudo..a prestar atenção não ao jogo, não à direção da bola mas sim às veias do pescoço daquele senhor da camisola amarela que estavam quase a rebentar ou ao nariz pontiagudo daquela mulher que até é gira e que nem liga ao filho que chora com medo de tanto barulho (até consegui imaginar esta cena agora).
Pareço uma renegada. Nota-se claramente que não pertenço ali e que só lá estou por razões distantes (para mim, bem melhores que as razões dos restantes 99,9%).
Mas pronto, lá vou eu feliz da vida ver o dito cujo. Com sorte, e se formos ao café que estou a pensar, há sempre uma televisão ao lado daquela onde passa o jogo, onde se pode ver o National Geographic, e eu entretenho os meus olhinhos e abstraio-me daquele verde imenso que, coitado, tá fartinho de ser pisado.