Hoje está a dar-me uma vontade tremenda de morar sozinha.
Estou a sentir uma coisa aqui dentro, não sei bem o quê, semelhante a isto:
Estou sozinha numa casinha modesta, pequenita, toda preenchida de branco e madeiras, enquanto bebo um café a ferver (nem sou adepta de café), como uns bolos secos e assisto a um filme com a lareira acesa.
Entretanto adormeço e acordo amanhã com o sol a bater-me na cara, levanto-me, visto-me, aqueço o café da noite de ontem, pego na minha maquina e parto, sem destino, numa viagem a um sitio calmo, onde não haja muita gente. Apenas muita natureza e eu.
Entretanto mete-se o por do sol, tiro umas fotos, e volto para casa.
Chego a casa, o meu labrador (o Xavier) está à minha espera, vamos dar uma volta e decido comprar uma revista. Sentamo-nos no parque (onde pessoas correm, namorados passeiam e crianças brincam felizes) e eu solto-o (sei que ele haverá sempre de voltar). Entretenho-me a ler a Sábado e fico entusiasmada com as notícias. O Xavier volta como que a chamar-me a pedir para irmos para casa, afinal, está um frio dos diabos, tipico da Primavera que se avizinha.
Quando chegamos, tomo um banho quente, visto um pijama igualmente quente, 3 pares de meias e roubo um croissant francês da cozinha e preparo um chá verde. Sento-me no sofá, acabo de ler a revista enquanto o Xavier me aquece os pés e, quando acabo de cuscar as novidades todas, partilho o meu dia no blog.
Depois ligo a TV e procuro as minhas séries preferidas. Com sorte está a dar Lie to Me e eu delicío-me.
Adormeço e amanhã irei feliz para o trabalho. Feliz e preenchida.
Como me apetecia acordar amanhã e sentir-me assim.

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