sábado, 9 de junho de 2012

Portugal

Vamos lá então sentar-nos, refastelados no sofá, a ver a seleção.
É sempre tão lindo ouvir o hino. Até me emociono.

"Santinha"



Do lado de cá: A primeira coisa que faço, assim que acordo, é espirrar!
Do outro lado: A primeira coisa que eu faria, todos os dias, assim que acordasse, seria dizer "santinha".

Adoro respostas assim.
Mesmo que sejam apenas de amigos e mesmo que sejam meio a brincar.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Novelas caseiras


É engraçado como eu sou um pinto nesta casa.
Que saudades do meu quarto em Leiria. Sim, meu. Porque aqui tenho que o dividir com a minha irmã.
Já nem no quarto posso estar.
F: Vá, quero ir dormir!
Eu: Jááááááááá?? Estou a estudar! [a ver se a coisa se dá]
F: Sim já! Vai estudar para a sala!
Eu: Na sala está a mãe a ver televisão! Não consigo estudar nada!
F: Não quero saber. Eu quero ir dormir!

E lá tenho eu que agarrar nas coisas e partir, qual carneiro mal morto. Ganha sempre.
Agora aqui tou eu. Na sala. Com as coisas a meu lado p'ra estudar. Mas a minha mãe está a ver a novela. E eu, mesmo não seguindo já esta novela, também a vejo porque pronto.
Tem de existir sempre algo que me distraia. A mim, que até sou uma pessoa que gosta de estudar, aplicada, etc etc.
É bom que a novela acabe depressinha a ver se não me chateio.

"(...), deixa-me embalar o mar"


Boas vindas ao primeiro escaldão desde há muito, muito, muito tempo.
Dói sim. Mas nem sei explicar o quão maravilhoso é, estar ali, deitada na areia, a sentir o vento, o cheiro do mar, as pessoas felizes, morenas, a comerem gelados, a beberem água fresquinha, acompanhadas da sua merenda.
Não trocava o sitio onde vivo, por nada deste mundo.

Durante 5 minutos não tive nada a tapar-me a cara. Só o protetor que havia posto em casa. Ao sol não fez diferença nenhuma e a mim soube-me tão bem. Amanhã repito o procedimento. Se só apanhar sol na cara durante uns míseros 5 minutecos por dia, daqui a um mês já devo parecer uma pessoa que se encontra em modo "verão".. espero eu.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mustaches, bigodes e afins


Alguém me pode explicar porque é que anda tudo ardido = excitado, empolgado, maravilhado, encantado, com os bigodes, ou mustaches ou raio que o parta?
É que eu, que até sou uma pessoa que vem ao blog e facebook todos os dias, não percebo o que deixei escapar para não perceber qual a extrema importância do bigode, das fotografias com bigode, dos fios com bigode, dos anéis com bigode, dos gelados com bigode, das roupas com bigode, etc, etc.
Só consigo ainda perceber as pessoas com bigode porque, infelizmente, faço parte dessa comunidade. Mas de resto, estou a zeros.
Mas agora agora a sério, de onde veio esta moda?

Bora lá ver quem pinta melhor!


Sempre adoreeeeei sujar-me com pinturas de paredes, barros e afins.
O namorado da minha irmã [só porque não gosto de "cunhados", "sogras", "enteadas", "filhas por afinidade" e etecetras] vai mudar de casa! Uma grande casa! Uma excelente casa. Fui averiguar o ponto da situação à pouco e deixem que vos diga que é um mimo! Tem um terraço que me encheu logo os olhos e já não precisei de ver mais nada [também já tinha visto tudo, o terraço era mesmo a última coisa].
Portanto [e chegando ao núcleo deste post], amanhã vai ser dia de pinturas, para bem dos meus pecados. Parece que me estou a ver de lenço na cabeça [tal e qual está na imagem, podem crer], avental, e com o rolo na mão. Para cima, para baixo, para cima, para baixo! Ainda o vou tentar convencer a pintar as paredes de laranja, ou a fazer umas bolas.. ou a assinar o meu nome no fim da parede.. só mesmo pra que fique registado que fui eu que contribui para o reerguer daquela casa!
Acho que ficava bem bonito, não é por nada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A preguiça apodera-se de mim e depois dá nisto


Isto de estudar, não é, mesmo, um dos meus pontos fortes [supondo que tenho muitos].
Só de saber que tenho de estudar, dá-me logo a vontade de fazer cozido à portuguesa, aspirar o chão da minha casa, da casa do vizinho, da casa da senhoria, ver 4 ou 5 filmes seguidos, cortar as unhas dos pés [que por acaso, agora que olho, até precisam], esticar o cabelo, não gostar, fazer canudos, tomar banho, fazer a depilação, ir dar uma volta, apanhar uma aragem, respirar fundo e mais ainda que não me lembro.
Estudar podia ser uma coisa boa. Que toda gente gostasse de fazer. Porque é que tem de ser tão imensamente secante barra aborrecido?? Agora devia estar a estudar mas apeteceu-me vir ler blog's, apeteceu-me escrever este, agora, tendo em conta que são 19:30 apetece-me ir fazer o jantar e depois vai apetecer-me ver a novela e, para meu espanto já é tão tarde que vai apetecer-me ir dormir.
Estudar.. posso fazê-lo amanhã. A frequência é as 15:00h. Ainda dá um tempinho. Não, a sério. Vou fazer um esforço e vou ler isto mais umas 2 ou 3 ou 4 ou 0 vezes. Juro!

Vira o disco e toca o mesmo

E é o ódio pela competitividade que me faz ficar de burro preso, ou como lhe queiram chamar, quando vejo que, bem ao meu lado, há pessoas, aquelas pessoas, as minhas pessoas, a querer e a fazer de tudo para serem melhores que outras nisto ou naquilo. É estranho, aborrecido e deixa-me tremendamente triste. Não vejo isto como um "1 contra 1" mas mais como "todos contra 1".. sendo que este 1 é apenas o objetivo comum onde todas queremos chegar e não outro alguém a derrubar.
Tenho dito e hei-de dizê-lo mais vezes se esta brincadeira não acabar.

good, good, good news


As boas noticias começam a aparecer.
Espero que continue esta onda de energias positivas.
É incrível como, chegada uma certa altura, já nos contentamos com tão pouco. Pouco esse que, agora, nos parece tanto.
Dia 21, chega rápido, per favore.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tu-cá, tu-lá



Se vocês soubessem o quanto eu abomino o ambiente cá de casa em época de frequências..
É aquela súbita sensação de ter uma casa cheia mas sentires que estás completamente sozinha. Cada uma para seu canto.
Irra, não há meio de chegarem as férias.

domingo, 3 de junho de 2012

Nem tudo são alegrias


Pagava quanto fosse preciso, a quem fosse preciso, para poder ir a correr para a praia, deitar-me e sentir o sol a queimar-me as bochechas. Levantar-me, ir ao mar, molhar a cara com água salgada, voltar para a toalha e sentir que o bronze estava a começar a chegar-se a mim. Sentir fios de cabelo dentro da boca e estar a beber o sal como se de água doce se tratasse.
Queria chegar a casa e ficar deliciada por ver que já estava moreninha. Os dentes branquinhos, a pele castanha, a areia colada nas pernas, o sal ainda alojado nas faces, o cabelo encaracolado, consequência daquele mergulho tão fresquinho.
Pagava o que me pedissem para ter de volta a minha cara, aquela despreocupação tão fácil de não querer saber se estava a apanhar sol a mais, aquela despreocupação tão simples de não ter de andar sempre com o protetor solar atrás de mim.
Eu sei, pode parecer ridículo aos olhos de quem lê este blog e me conhece.. porque "afinal não estás assim tão mal". Mas sabemos todos que, nos outros, os males parecem sempre tão mais pequenos.
Mas em nós têm uma dimensão tão, mas tão grande. Pesam mais que qualquer peso que nos possam passar para as mãos.
Está um dia lindo.. Nem ao café vou. Não quero e evito sair de casa. Custa tanto ver a praia cheia de alguém's.. alguém's despreocupados, como eu era dantes. Alguém's que simplesmente estão a aproveitar um dia de praia, como sendo a coisa mais normal do mundo. E é.
Nos entretantos parece que deixei de gostar do sol. Mas é em ocasiões como a de agora que constato que, simplesmente, não gosto do sol porque não posso render-me aos seus encantos.
Parece fútil ou nada assim tão importante..eu sei. Mas para mim não é. E é de mim que se trata este blog. De mim, das minhas vontades, tristezas, alegrias, acontecimentos, desejos, nervos, preocupações.
Eu podia ir à praia. Mas tinha de levar o chapéu atrás de mim. Tinha de ter a cara tão branca qual nuvem do céu e não é disso que o verão, a praia, e esta época se tratam.
O verão subentende as férias. E as férias subentendem, novamente, aquela tal despreocupação. Aquela sensação magnifica de chegar à praia bem cedo, deitar na toalha, fechar os olhos, não ouvir ninguém ao nosso redor e desfrutar disso ao máximo. Nós e o sol. Nós e os raios solares que, de mansinho nos vão dando aquela cor-chocolate que nos faz ficar tão mais bonitas.
Ainda não vejo muita gente bronzeada ao meu redor. O que me faz sentir um bocado menos mal. Mas não há dia em que não pense nas férias, nas saidas à noite, naquelas pessoas tão bonitas, tão "à verão", tão morenas, com aqueles sorrisos todos que parece que brilham no escuro, nas festas, na alegria, na felicidade de toda gente. E depois em mim. Que dantes, fazia tão parte dessa grupo de pessoas. Eu era mesmo muito feliz. Tinha mais do que aquilo que considerava necessário. Adorava-me. Adorava ser assim como era e agora vejo isso. Não havia nada que me preocupasse.
Há pessoas que não ligam ao verão, não ligam à praia, mais porque não vivem em nenhum sitio com ela. Mas para as pessoas que vivem à beira mar, para as pessoas que têm o cheiro a maresia tão intrínseco nelas, custa. Custa ter de deixar de aproveitar, deixar de a viver.
Tenho, realmente, saudades de olhar para o espelho e achar que sim, estava bonita.
Não estou na praia. Não fui ao mar. Não tenho água, do mar, a escorrer-me pela cara abaixo. Mas tenho o sabor do sal a tocar-me os lábios enquanto escrevo este texto e enquanto me lembro de todos os verões que vivi até aqui. De toda a felicidade e alegria que me preenchiam.
Gostava de saber porquê das lágrimas terem o mesmo sabor do mar.

Se bem não está, melhor não se põe.

A minha irmã tem 26 anos. O namorado dela tem 25.
Ela não trabalha. Ele é engenheiro mecânico.
Ela vive em casa dos nossos pais. Ele, desde cedo que trabalha e arranjou casa para viver sozinho.
A minha irmã tem tudo o que quer. Ele tem de se esforçar para comprar as coisas que precisa.
A minha irmã quis um coelho e ele deu-lhe. Ele quis mudar de casa e não pode porque não tinha dinheiro.
A minha irmã quis um gato e ele deu-lhe. Ele quer comprar um frigorífico e anda, portanto, a juntar dinheiro.
Ontem foram para Santarém. Ontem ela quis um cão por 400€. Pediu-lhe. Ele, claro está, disse que não podia, porque não tem dinheiro e o pouco que tem, é para se sustentar.
A minha irmã não falou mais com ele o resto do dia e noite.
Hoje ao almoço o mundo quase que acabava com a minha mãe a ralhar com ela.
"Mas tu achas essas atitudes normais com 26 anos??"
"Sim, acho!"

e ficamos por aqui. a minha mãe está quase a explodir. e eu idem-idem-aspas-aspas. ela ainda acha que tem razão. às vezes gostava de lhe abrir a cabeça e tirar de lá estas atitudes parvas que tem.
Agora está a chorar. Acho que lá no fundo, sabe não devia ser assim. Mas não consegue evitar estas criancisses. Como diria o médico à minha mãe "quando ela quis voar, você cortou-lhe as asas.. agora tem de aguentar". Não sabia dizer melhor.

sábado, 2 de junho de 2012

Não suporto - ato II


Cuecas.
Canso-me delas. Apertam-me, enfiam-se, mexem-se. São desconfortáveis. E eu gosto pouco, ou nada, de andar desconfortável.
Por isso opto por dormir sem elas. A ver vamos se um dia saio por aí ao leu. Já faltou mais.

Não suporto - ato I


Quero ouvir música.
Dou inicio ao momento, meto os fones e tal, já toda contente porque vou ter o meu momento zen, em que posso pensar naquelas coquisses todas que um ser normal pensa, dependendo da música que está a tocar, e de repente está um ser ao meu lado que "blá blá blá blá blá blá blá" e depois "blá blá blá blá blá blá blá blá blá", nada suavemente e eu, como pessoa educada que sou, tiro um fone mesmo a comunicar "tive de parar o que estava a fazer porque tu quiseste, mas eu queria era mesmo ouvir a música". E a pessoa, ri-se e continua "blá blá blá blá blá blá blá", e eu não rio, porque não tou a achar piada, mas sorrio. Sorrio porque fica bem. Mas não respondo. Não respondo porque nem sequer estou a ouvir patavina daquilo que me está a ser dito. Entretanto, a pessoa remete-se ao seu silêncio. Mas não se calou só para eu poder ouvir musica. É mesmo porque, como não sabe o que dizer, fica ali uns tempinhos a pensar no segundo tema que deve introduzir. E é neste momento que eu agarro, muito sorrateiramente (leia-se "violentamente" pois só assim é óbvio o meu gosto, nenhum, pelo monólogo que está a suceder), e enfio-o no ouvido com toda a minúcia que se deve ter quando se mete um fone neste buraco, tendo em conta que é mais o tempo que o coitado passa a cair do que aquele que está ali sossegado a fazer o seu trabalho. E é quando estou no último encaixe que, pumbas "blá blá blá blá blá blá blá". Começo a bufar. E já nem rio, nem sorrio, nem ouço a música, nem ouço a pessoa, e começo com os nervos em franja e depois caem os fones, depois começa uma música que até gosto normalmente mas naquele momento só me inerva ainda mais e depois, e depois e depois.
Depois, é isso mesmo. Que sorte existir sempre um "depois". Um "depois" de.. E depois de me fartar, de me cansar, de estar farta de ouvir, levanto-me e vou-me embora. Porque não ia ficar ali para sempre. Teria de fazer algo "depois" de acabar o tema conversacional novamente.
E qual é o problema de antecipar esse belo momento?
Absolutamente nenhum.

Daqueles

O Raúl Meireles encanta-me.
A mim, que abomíno tatuagens.. pelo menos daquela dimensão. Boa sorte aos poros que ainda se mantêm ilesos.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Já ninguém morre de amor


Vou tendo notícias tuas. Vou sorrindo, por um lado, por te saber bem, mas vou deixando escapar umas lágrimas, por outro, por saber que não é comigo que partilhas as tuas indecisões, as tuas vontades, os teus quereres, os teus desejos, a tua felicidade..
Vou-me aguentando porque sei que o mundo não acaba só porque te ausentaste do meu.
Afinal, já ninguém morre de amor.

Amigas? Espera.


Sabes que tens amigas quando, ao invés de só te elogiarem, também te criticam. Apesar de te fazerem cair, apesar de doer, também são elas que, depois te vão ajudar a levantar. E é aí que consegues ver que não te atiraram ao chão porque lhes apeteceu mas sim para que te possas levantar com mais força e começar a andar com a cabeça mais levantada que outrora.
Mesmo que penses, na altura, que não são de todo, tuas amigas, espera. Lá na frente tudo se resolve. Se não resolver, se não se clarificar na tua cabeça que aquela pessoa tinha razão e que te fez ver o mundo de outra maneira, tornando-te uma pessoa melhor, parabéns. Descobriste que não é, de todo, tua amiga. Portanto prepara-te.. vais ter de te levantar sozinho.

quarta-feira, 30 de maio de 2012


Tenho tantas saudades de não me hesitar o coração ao lembrar-te. Tenho tantas saudades de sentir uma certeza maior que eu, em ti. Tenho tantas saudades de me justificar as pressas com a paz que nos adivinhava. Tenho tantas saudades de acreditar, com todas as minhas forças, que sabia quem eras. Tenho tantas saudades dos melhores momentos em que existias. Não mora em mim a tristeza de muitos dias que passaram. Não. Não me acompanha a ansiedade dos tempos mais jovens em que não me bastava. Não. O que se passa, sabes, é que tenho alguma pena de ir crescendo sem ti. Tenho coisas novas para contar-te todos os dias. Posso esquecer-me de algumas. E, às vezes, têm piada. É isso. E tenho a certeza que dás xis  e agora apetecia-me um. É só isso. Mas faz o teu caminho. Eu continuo por aqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O truque é ir moldando

Hoje adormeço mais descansada. Se tudo correr bem, daqui a uns meses estarei mais leve. E isso agrada-me. Agrada-me muito.