quarta-feira, 30 de maio de 2012


Tenho tantas saudades de não me hesitar o coração ao lembrar-te. Tenho tantas saudades de sentir uma certeza maior que eu, em ti. Tenho tantas saudades de me justificar as pressas com a paz que nos adivinhava. Tenho tantas saudades de acreditar, com todas as minhas forças, que sabia quem eras. Tenho tantas saudades dos melhores momentos em que existias. Não mora em mim a tristeza de muitos dias que passaram. Não. Não me acompanha a ansiedade dos tempos mais jovens em que não me bastava. Não. O que se passa, sabes, é que tenho alguma pena de ir crescendo sem ti. Tenho coisas novas para contar-te todos os dias. Posso esquecer-me de algumas. E, às vezes, têm piada. É isso. E tenho a certeza que dás xis  e agora apetecia-me um. É só isso. Mas faz o teu caminho. Eu continuo por aqui.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O truque é ir moldando

Hoje adormeço mais descansada. Se tudo correr bem, daqui a uns meses estarei mais leve. E isso agrada-me. Agrada-me muito.

Maio, Junho, Julho, Agosto... et voilá!


Não acredito que vou ter de esperar até setembro para poder ver esta (potencial) maravilha.
Tempo, passa depressa, por favor.
Para aquelas que se apaixonarem pela música, tal como aconteceu comigo: Imagine Dragons - Demons

Das que aquecem o coração

Mãe: tu vais para o RockInRio, mas ai de ti que me apareças, no sábado, com uma corzinha nessa cara! Mete montes de protetor e nunca tires o chapéu!
Eu: Ai mãe! E eu não sei já disso?! Preocupas-te mais do que eu.. isto já está quase nos trinques.
Mãe: Eu sei lá.. Nunca ouviste dizer que quando dói a ponta de um dedo a um filho, dói o corpo todo à mãe?

São estas, que vêm quando uma pessoa não está à espera, que sabem melhor.

domingo, 27 de maio de 2012

Mas melhor ainda,


é quando aquelas pessoas que supostamente são tuas "amigas", que sabem o que tu sofreste com o fim da tua relação, que sabem o que choraste, que odiaram a "nova inquilina" porque essa mesma fez com que passasses pela pior fase da tua vida, começam a dar-se extremamente bem com aquela que te roubou aquele que já era tão teu. E talvez o melhor mesmo é quando essas mesmas pessoas [por quem eu comecei a nutrir uma raiva tão grande], falam com ela mesmo na tua frente, numa de "não tenho nada a ver com os vossos ódios". Sim, talvez não tenham, porque nem da nossa vida fazem parte. Chegam ao ponto de aprovarem [fazem o favor de o mostrar] o namoro do teu ex-namorado, com ela, com a nova. Isto tem alguma lógica? Talvez p'ra mim não, pois sei que nunca, na minha vida, faria uma coisa destas.
Que falta de respeito. Do "meu espaço" não voltará a fazer parte.
Amigas? Só se for da onça. E essas, eu dispenso, obrigada.

Não diria melhor.


"Há seis ou sete biliões de pessoas no mundo. Um número considerável mas despiciente. Só me interessa uma, uma que não retire unilateralmente o que disse. Se há alturas em que o coração deve estar o mais afastado possível da boca, é precisamente quando não se sente para sempre o que se vai dizer. Trava-se. Controla-se. A menos que se sinta uma certeza urgente que profere solene e tranquilamente palavras em silêncio. Sempre é enquanto dura. Porque não se sabe o amanhã. Mas deve durar para sempre.."

do blog, "Foi (mesmo) assim que aconteceu"

sábado, 26 de maio de 2012

Preciso, muito.



"Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. (...) Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. (...) E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como - eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto - preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar outro olhar que não no meu próprio - tão cansado, tão causado - qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. (...) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. (...) Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura."

Caio Fernando Abreu
[tirado de "Mundo Cá Dentro"]

Obrigado a Ti.
Pela familia que me deste, pela oportunidade que me concedes, ano após ano, de estarmos todos reunidos. Obrigado por termos possibilidades para fazer festas em casa se nos apetecer, ou visitar um restaurante se bem nos der na gana.
Obrigada por ninguém ter partido ainda, para além do Lucky.
Como é maravilhoso estar sentada a ver que todos mudam a cada 365 dias que passam. Diferentes mas aqui, juntos, unidos. Uma verdadeira familia. Onde opera o "um por todos e todos por um",
Obrigada por tudo, tudo, tudo. Não podias ter escolhido melhor para mim [à exceção daquilo que tu já sabes. era só isso que eu mudava. mas hoje não vou ligar, está decidido].

Hoje a minha irmã faz 26 anos. Hoje é dia de festa cá por casa.


:')

Descobri-a quando decidiste ir embora. O quanto eu chorei a ouvi-la. Já não o fazia há imenso tempo. Hoje não resisti: Love.of.my.life
Pagava para ouvir isto ao vivo.

"Love of my life, you've hurt me

You've broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see?"

Já não chorava há tanto tempo por ti.
Não, não foi por tua causa, foi mesmo por ti. A tua mãe ligou-me e eu fui a tua casa. Ela pediu-me para a ir ajudar no computador. Quando cheguei ao quarto, parecia que tinha levado um murro no estômago. Em cima da secretária estava tudo aquilo que te dei no nosso ultimo Natal. O álbum tão lindo com as folhas de outono.."Era uma vez..".
Fiz um esforço gigante para não o abrir. Mas estava ali. E eu toquei-lhe só pra me assegurar que as folhas ainda estavam todas coladinhas como manda a lei. E estavam.. Então, achei que já que o tinha nas mãos, tinha de o abrir. E abri.. As lágrimas vieram a correr, talvez o quisessem ver também. Mas eu não deixei. Fiz logo 30 por uma linha para que elas voltassem para o sitio de onde tinham vindo! Ninguém as chamou para a conversa. Elas respeitaram e obedeceram.
Vi as fotos todas.. uma por uma. Tu sozinho, fotos das quais já nem me lembrava e nós. Tantas nossas. Cada página que virava, era mais um murro no estômago que levava. E ia gritando baixinho "Por favor, não vais chorar.. uau, estas fotos já tu viste mil vezes" (mentira).
Fechei o álbum e perguntei, sem me dar conta, onde estava a caixa que te tinha dado. Logo me arrependi de o fazer. Parecia que tudo, no meu corpo, estava contra mim. Não era eu que queria chorar, nem fazer perguntas. Era outra coisa qualquer.. essa mesma coisa que me fez chegar à caixa que te dei. Abri e recordei tudo daquela noite. Eu a chorar por saber que, muito provavelmente, seria o nosso ultimo Natal e tu a chorares por teres, não só, gostado do que te havia dado, mas também porque sabias que, nesse mesmo dia tinhas andado de braço dado com ela.. e eu não sabia. E agora percebo que o teu olhar era de pena. Pena por veres tudo o que fiz por e para ti, sem saber de tudo aquilo que tu fazias.
Agarrei nas minhas velas dos 18 anos, que quis que guardasses, no meu fio de cabelo, nas passas que queria que comesses nesse ano novo, no pacote de lenços, etc, etc.. Mas não vi o meu frasco de perfume. Quando falei com o D., ele disse-me que o tinhas levado para tua casa..mas eu não acreditei. Hoje pude comprovar. Fiquei contente, admito. Mas talvez o tenhas perdido, ou talvez o tenhas dado àquela que agora te enche o coração. Não sei nem sei se quero saber, sinceramente.
Fechei a caixa, guardei o álbum e fui ter com a tua mãe à cozinha. Ela tinha-me deixado sozinha contigo e com as lembranças que eu tinha de nós. Aquelas fotos, aquele cheiro tão peculiar do teu quarto onde tantas vezes estive.. tudo isso estava prestes a rebentar. E eu sabia que ia rebentar. No entanto, esperei e disse para mim mesma que só iria acontecer quando saísse daquela casa.
Cheguei à cozinha e ela abraçou-me. Perguntou se eu já tinha matado as saudades todas e eu não aguentei. As lágrimas não obedeceram. E acho que, sinceramente, nem as mandei recuar. Vinham com demasiada força. Ela percebeu e começou a chorar também. Que duas Marias Madalenas ali estavam! Ela obrigou-me a ir lavar a cara e começou a falar de outras coisas.. mas logo se apercebeu que não ouvi nada e calou-se. Pediu para eu ficar. Mas eu não quis. Queria estar sozinha, ir embora. E assim foi. Deixei-a lá e disse a mim mesma que, tão depressa, não lá hei-de voltar.
Foi o meu primeiro dia de praia. Estive lá umas duas horas. Não conseguia parar de chorar. Soluçava, falava, chorava compulsivamente. Foi tão estranho! O saco onde guardei todas as lágrimas que não chorei por ti desde já nem sei bem quando, saíram hoje. Todas.
Quando comecei a ficar melhor, quando senti que realmente estava "apta" para conviver sem chorar, levantei-me e vim embora.
Se, durante aqueles 4 anos, duvidei, por algum dia, do meu sentimento por ti, desde há dois anos para cá que tenho mais certeza que eras mesmo a metade que me faltava. E talvez seja por isso que ando tão em baixo desde que foste embora. Nunca mais fui a mesma. E eu reconheço isso a cada semana, mês, ano que vem e vai.
Faz bem chorar sim.. Mas até que ponto é bom chorar por ti?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

É provável que seja eu que ande insuportável. Talvez seja eu que não me ande a enquadrar. Ou então sejam os outros que já não se enquadram em mim. Não faço ideia do que se anda a passar, mas tenho noção que há alguma coisa que não anda a bater certo.

domingo, 6 de maio de 2012

Helloooooooooo

Bem, estou de volta à blogosfera, mais aliviada que nunca!
Finalmente acabei o que tinha para acabar, fiz o que tinha para fazer e agora posso, finalmente, respirar de alivio! 
Chego aqui e deparo-me com esta "confusão". Não sou nada adepta de modernices e o blog está super diferente. Não percebo patavina disto e, confesso, é por essa razão que tenho evitado visitar-vos.
Mas hoje lá ganhei coragem e consegui "encarrilhar" maisómenes com a coisa.
No entanto, e como ainda não chega p'ra me sentir completamente inserida nesta vida outra vez, lá vou eu fazer uma visita por novas aplicações e mundos 3D que me causam tanta confusam.
Bom domingo e, acima de tudo, para todas as mães, um FELIZ DIA!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desejem-me sorte


Vou estar 3 semanas em ponto morto. Se, ainda estiver viva dia 4 de Maio, volto à blogosfera com o maior sorriso do Mundo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Nada a perder


Até que um dia acordas e te apercebes que não paraste de viver.. ele é que deixou de viver dentro de ti para dar lugar a um outro inquilino. E é nesse mesmo dia que te fazem sentir que ainda há muita coisa que vale a pena.

sábado, 14 de abril de 2012

Ao menos a gentileza..


As pessoas continuam a tratar-me por "cara linda".. menos mal

O meu pai e os bonecos

É impressionante como o meu pai acaba de se levantar para vir ver a DisneyCinemagic pópé de mim. Acho que era boa ideia se lhe pedisse para ficar a fazer-me os resumos enquanto eu vou para a cama.

Bons dias, espero que estejam a dormir bem às-sete-e-meia-de-um-sábado-de-manhã

E aqui estou eu, fresca que nem uma alface, às 07:28h da manhã, para começar a fazer os resumos de Linguagem na Criança. Lá fora parece que vai acabar o mundo, sonhei contigo e com a tua cavaleira andante (o que anda a ser um bocado excessivo demais tendo em conta os tempos que se vão pronunciando), estou geladinha, com um olho meio aberto e outro meio fechado, mas afinfemos-lhe! Quando se quer muito uma coisa, consegue-se, ora não é? Pois, eu acho que sim. E ai de mim que não acabe estes resumos hoje de manhã!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

É que nem posso ouvir

Sou só eu que odeio o Gosto Disto!, as personagens que fazem parte dele e todo o resto que está intrínseco no mesmo?