terça-feira, 3 de abril de 2012

Conversas de cinema


Aquando da ida ao cinema para ver o tão aclamado (por mim) filme "Florbela", após nos dirigirem para a sala LOVE e, consequentemente nos sentarmos nas cadeiras mais românticas que poderiam existir (cheias de corações'zinhos e "amo-te's" em várias línguas), eis que a meio do filme surge uma imagem em que a dita cuja acorda o dito cujo logo pela manhã e o surpreende com um pequeno almoço na cama.
É então que eu me viro para o L. (que, segundo ele, reforço, segundo ele, tem mau acordar) e digo "Olha, assim não acordarias mal disposto de certeza" e ele responde-me "quando acordas ao lado de quem gostas, é impossível teres mau acordar".

Que é que eu podia responder a isto? "Ah, é verdade, é verdade". Ou então optar por um leve "olha, dormimos os dois hoje e, ao despertar, se conseguires fazer com que o meu mau humor desapareça, casamos logo".
Na.. ao invés disso, sorri e virei-me para a tela gigante que se encontrava uns metros à minha frente. Mas na minha cabeça, durante uns minutecos rechonchudos, ficou aquela frase. Das duas uma, ou ele andou a estudar "Frases para as deixar caídas" ou então é um daqueles pelo qual eu conseguiria dar o bracinho a torcer (coisa rara). Era bom que fosse a segunda, ora pois. Mas graças à minha desconfiança até da minha própria existência, não, não me parece e tenho de optar pela primeira. Oh meu menino, 'ocê não me vai enganar já na primeira vez que estiver consigo sim? Isso é que era bel!

Estudar? Claro que sim..

A conversa do almoço (13:00h)
Mãe: Então e que vais fazer à tarde?
Eu: Vou ficar em casa, tenho de estudar.
Mãe: Ehh, nem vais dar uma volta?
Eu: Não mãe, tenho de estudar!
Mãe: Pronto, pronto.

São precisamente 18:30h e a minha tarde foi:
-Elíptica;
-Filme
-Blog's
-Tv

Agora vou só ali ver se lancho qualquer coisa, que entretanto começa a novelita e eu, claro, mesmo não adorando, tenho de ver. Depois chega-se a hora de jantar, de seguida, elíptica e, depois cama (entende-se, visto que fico cansada do exercício). Portanto..acho que posso estudar amanhã.
Deficiência Auditiva, descansa mais um bocadinho, que nos entretantos agarro em ti como deve ser (como se já lhe tivesse pego d'outra maneira)

Double Caramel

Hoje, Terça-feira, dia 3 de Abril, como o meu primeiro gelado do ano. Já não lembrava quão bom isto era! Não é o meeelhor gelado do mundo, mas está lá perto! Que maravilha..

Bebéés!

Acho que não há cheirinho melhor, que aquele próprio dos bebés. Têm um cheirinho tão, tão bom. Deveria durar para sempre. Adoro agarrar-me à minha priminha (ainda não tem 1 ano), e depois ficar com aquele cheiro  em mim.
É que adoooooro mesmo!

Bonecada

Aquele dia em que a tua casa parece a feira porque os teus primos quiseram ir lá dormir. Até aí não é muito mau, visto que têm de arrumar o que desarrumam. O pior é o outro dia, em que eu quero ver o que me apetece na televisão, descansadinha no sofá, como todos os dias, mas não posso porque eles querem estar a ver a Disney Cinemagic. Uma coisa é quando estão a dar clássicos como o Rei Leão, outra é quando dão bonecos que nem falam.
A parte boa disto é que já acabei de tomar o pequeno almoço e me vou agarrar à elíptica. Eles que vejam lá o que quiserem.
Hoje, faço cedências [por isso é que está de chuva, bem me parecia]

domingo, 25 de março de 2012

Diz que são elogios

M.: Epá, é que o mundo são só caricas..e tu és uma rolha!

Acho que foi o elogio (dentro do contexto,claro) mais estranho e espontâneo, que me fizeram na vida. Mas por mais estranho que seja, soube bem ouvir, pois sei que foi com toda a (boa) intenção que podia existir naquele momento.

Quando alguém fala e não podes contrariar porque a pessoa está totalmente certa

Continua a deixar-me triste quando falam mal de ti. Não é que as pessoas não tenham razão ou estejam enganadas naquilo que dizem..mas continua a parecer que só eu, apenas eu, posso criticar os teus defeitos, as tuas atitudes, as tuas acções que tanto mal me faziam. Que sabem os outros? Tudo. Mas nunca sentiram nada. Por isso, tudo o que digam, só o dirão porque ouvem aqui e ali. E nunca porque lhes sai, como a mim, do coração. 

sábado, 24 de março de 2012

Enrolar a língua

Adoro quando o meu pai vem mais contente da rua (ele aproveita bem o sábado, se é que me entendem) e começa a falar, ao jantar (sozinho), sobre amor, guerras, sentimentos, amizades, etc etc..
Para quem, durante a semana, nem abre a boca, é mesmo cómico.
Mas pronto, deixe-mo-lo falar.

Uii

A minha irmã está a fazer uma tarte de pastel de nata gigante!
Eu podia estar a ajudá-la, mas prefiro estar deitada a ver "Os Descendentes". Assim evito ir petiscando (como se não o fosse fazer de seguida).
E se eu adooooooooro pasteis de nata! Bem vindo cá a casa :D

Ai a conversa..

Chega-se ela toda gaiteira ao pé de mim (a pensar que estava a ter uma grande atitude) "Ai S... que mamas an..". Eu nem abro a boca. Fico chocada a olhar para ela (pensei mesmo que ela sabia o meu ódio a isto). Ninguém me defende claro. Quando a Rainha fala, ninguém a contraria, para ela não ficar de mau humor. Aliás, o meu primo ainda reforça mais (em defesa da sua amada), "porra, realmente estão maiores". E eu ali, exatamente no meio deles dois. Até que chega a minha heroína (a minha mãe) e diz "Oh! Isso é do soutien!". Eu viro costas, chocada de todo e nisto a minha mãe deve ter-lhe feito um sinal qualquer. Porque ela logo grita "Eh S., olha que 'tava a brincar". Por favor! A brincar? As pessoas não têm mesmo noção. É que, quando querem melhorar o que disseram, só pioram.
Sentei-me, nem olhei mais para a cara dela. É que ela, que tem umas mamas até ao umbigo e pesa uns 80kg, não ouve ninguém criticá-la! Porquê? Porque toda gente sabe que ela não gosta de ser assim! Basicamente foi uma choradeira infernal depois.. até que a minha mãe vem ter comigo sorrateiramente e diz "Que achas de irmos o médico que tirou o peito àquela mulher?" Eiiiiish que aí é que me deu uma coisinha má de tão feliz que fiquei!! Vai-se realizar! Eu sei que sim! Pelo menos falar com ele, vou. Ele vai ver-me e sim, tem de me tirar isto! Duas laranjinhas.. O adequado para o meu corpo.
Quando me viu a chorar, a minha avó, como sempre, teve de intervir e diz-me "Olha..quando te disserem que tens o peito grande, dizes assim 'É para dar de mama a vocês todos". E eu tive de me rir, claro.
Como é que uma notícia pode fazer com que fiquemos mais felizes o resto do dia?! É que ainda não é nada certo (que vá tirar), mas ao menos um passo já vou dar.
Que alegriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiia!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mantas e pipocas


Hoje a noite vai ser diferente. Ao invés da habitual ida ao café, vamos reunir-nos para assistir a um belo filme, na companhia de umas belas mantinhas, pipocas (a ver se como) e, concerteza, uma guerra gigante primeiro que escolhamos o filme. Já sei o que a casa gasta. A sorte é que também sei do que a casa gosta. 
Um bom serão para todas vocês. Espero que a vossa noite termine tão bem quanto a minha.

S'il vous plait

Assim uma reviravolta gigante, sff

Norma Jeane Mortensen - Marilyn Monroe




Ontem pus-me a ver o filme "My week with Marilyn Monroe" e digamos que fiquei maravilhada com a personalidade que esta mulher tinha. É fantástico como ela não fingia não gostar de ser famosa, de ser reconhecida. Admitia que achava delicioso que os homens a desejassem. Adorava o mundo das estrelas, dos flash's, dos autógrafos, dos gritos, do dinheiro, das roupas e perfumes caros..tudo isto se nota na maneira como ela fala e como ela age perante o social. É delicioso ver a sinceridade nela bem como a verdadeira pessoa que era. Apesar de se apaixonar muito facilmente, nunca amou nenhum homem a sério, mas fazia com que todos se perdessem de amores por ela. Talvez por nunca ter encontrado alguém que a amasse por aquilo que era na realidade, é que vivia numa infelicidade constante. Ao ver o filme, pergunta-mo-nos "como é possível ela viver triste, se todo o mundo a deseja, se todos querem um minuto da sua atenção, se ela é um ícone mundial?".. Pois, falta o amor. Falta sempre o amor a estas pessoas, o bom, o verdadeiro, o essencial. O amor que nunca teve, nem dos seus pais. O pai abandonou-a e a mãe foi internada num manicómio pouco tempo depois dela nascer. 
By the way...
 Como já é tradição, após o filme, meti-me a pesquisar tudo e mais alguma coisa sobre a vida dela, vídeos, imagens, frases e li uma da qual gostei particularmente:

"Uma mulher sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada."
[Se todas fizessemos assim, oh quantos corações ainda estavam inteirinhos]

Passados uns minutos

Tenho de me rir, agora que já me passou a excitação do filme, com o comentário que fiz sobre o mesmo ahah! Era engraçado que apontássemos, dizendo algo, sempre que nos encontrássemos numa situação de êxtase. Depois é giro ler e recordar "eia eu tava assim tão excitada por causa disto?"
Adiante, só mesmo para reforçar a ideia de que têm mesmo de ver este filme. Ri, chorei (muito) e apaixonei-me pela personagem. O essencial é, mesmo, invisível aos olhos. 

Wow!!

Não tenho palavras para descrever como me sinto depois de ver este filme! 
Vejam, vejam, sff!
Nunca pensei que os filmes indianos fossem tão, tão bons! 
Estou.. nem sei como. 
"A única coisa que separa umas pessoas das outras é que, umas são boas e outras são más. É essa a única diferença"
LINDO

Para não rebentar

Estou no café, sentadinha, a coscuvilhar os blog's alheios, quando entra a minha tia com um ramo de flores enorme. Quer dizer, aquilo não é bem um ramo..é uma dezena de flores, infiltradas dentro de um quadradinho todo jeitoso, branquinho, com um laço enorme.
Eu, a pensar que já havia morrido alguém, próximo, nos entretantos, viro-me para ela e pergunto "Para quem é isso?" e ela responde "Para quem é que há-de ser?". Eu já nem repondo, viro-me para a frente e, pois claro, venho aqui revelar os nervos que isto me anda a meter.
Desde que a minha prima morreu, que todas as semanas vão ao cemitério, levam flores e flores e flores. Deixaram de ir aos lugares, aos convívios nos quais dantes era quase "obrigatório" estarmos e parece que o mundo deles está mais fechado que uma noz. A sério, isto faz-me mesmo confusão. Porque quando alguém morre, as pessoas, na grande maioria das vezes, deixam de ir aqui ou acolá porque simplesmente, "os outros vão falar" e não porque "não tenho a mínima paciência para estar com quem quer que seja". Nos primórdios sim, claro que entendo o seu afastamento social, o seu ar carrancudo, o seu chorar a toda a hora. Mas sinceramente, acho que já é altura de começar a viver. Se os pais já o começaram a fazer, porque é que a minha tia teima em não se "desgrudar" um pouco disto?
A toda a hora no cemitério, a toda a hora a comprar coisas para levar, a mostrar as fotografias a toda gente que vem ao café, a "desprezar" os outros bebés que vê.
Nem eu nem ninguém pode dizer o que quer que seja, se não é um circo aqui dentro. Por isso, ouço, vejo, fico revoltada e venho aqui dar o meu parecer, se não expludo.
Dantes não achava muito bem, quando as pessoas, a quem morriam familiares, passado um mês ou dois já andavam por aí, já faziam as suas vidas. Sempre vi isso como algo do género "não sente assim tanta falta da pessoa em questão, para já estar a respirar". Por favor.. Agora consigo ver que, nós continuamos vivos..Não é bem um "o que lá vai lá vai", mas é mais um "não posso permitir-me ficar para trás por causa disto, apesar de doer".
A vida é curta para toda a gente. Não a queiramos encurtar ainda mais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Problems

O meu maior defeito: achar que sou fina demais para tomar iniciativas. "Se a pessoa em questão, realmente quiser, que me diga ela algo". É horrivel, eu sei. Arranjo sempre um motivo (no qual confio e acredito a 100%), para não ser eu a dar o primeiro passo. Mesmo que as pessoas me tenham mostrado já diversas vezes que sim, querem falar-me, quando é a minha vez de dizer algo sem que esse alguem tenha dito, lembro-me sempre de algo como por exemplo "oh, ontem demorou tanto p'ra me falar, talvez já não queira(...)". Coisas do género.
Eu começo a achar que tenho um problema grave. Ainda não descobri foi o nome, mas hei-de chegar lá.

Diz-se que..

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos separam-se, cada um vai em busca do seu próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba? 
   O que acaba são algumas das nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser moldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela modifica-se à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com todos os nossos erros. O amor mantém-se o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos. 
Se nada muda dentro de ti, o amor que tu sentes, ou que tu sofres, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmos, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflitos. 
   O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve as nossas defesas, oferece-nos outras possibilidades e nós avançamos porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. A paixão termina, o amor não. O amor é aquilo que deixamos ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Martha Medeiros 

Do you want to go to the plage with me?

Hoje, por aqui, é quase verão. Que calooooor que está, meu Deus!
A ver se não agarro no meu chapéu de palha, no meu livrinho, e se não dou um salto até à plage!