sábado, 10 de março de 2012

Palavras mal palavreadas

Como a minha irmã diz cardápiocatrapásio
E eu tenho de me fartar de rir. Porque é inevitável não o fazer, perante tal naturalidade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sem limites

Nunca sabemos o quão mal podemos estar. Quando pensamos "Ok, pior que isto não pode acontecer", há sempre alguma coisa que surge para nos mudar essa sensação. Mas a verdadeira questão que se coloca é esta: Quão mal podemos estar? Será que sabemos? Será que há um limite?
Cada vez chego mais à conclusão que não há limite algum. O ser humano na sua complexidade e imensidão consegue ser "atingido", por assim dizer, por uma série de catástrofes que funcionam como formigas. Quando uma surge, as outras resolvem aparecer também, como que para ajudar à festa. 
E quanto mais pensamos nos problemas, mais pesados se tornam, mais dolorosos, mais feios. Mas é impossível não pensar. Mesmo sem ser convidada, aquela ideia que nos mói o juizo teima em acompanhar-nos, ao longo do dia, dentro do bolso, qual pacote de lenços..como se já fizesse parte de nós. O problema, é que faz mesmo. O problema, é que o problema já é algo intrínseco. E mais entranhado fica consoante o tempo que lhe dedicamos. É difícil ignorar, claro. Mas não é impossivel. Basta que nos distraia-mos com outras coisas..é necessário que guardemos a mágoa que aquele problema nos está a causar, dentro da caixinha que temos debaixo da cama, onde se guardam algumas recordações (talvez esta mágoa advenha delas mesmo) e que vamos embora..que saiamos de casa, que vamos passear, tirar fotografias, ler, aproveitar a vida. Quando chegarmos a casa iremos certamente recordar-nos daquela caixinha que está mesmo ali, intocável  mas é preciso que façamos o esforço de não a abrir. Não vale a pena. Deixemos as dores, as mágoas, todos aqueles problemas se acumularem ali. Deixemos que cresçam o quanto poderem..a caixa não é muito grande, afinal as recordações também já não o são. E aí abrimos um livro. Lemos, mergulhamos na história, apaixonamo-nos, choramos, rimos.. mas o importante é que estamos distraídos.
Costumam dizer que sou otimista demais. Não o nego. Sei que nada é impossivel, mas também nada é garantido. Nada é certo, mas também nada é por acaso. Nós somos aquilo que quisermos, é tão simples quanto isso. Não vale a pena complicar porque, por mais complicadas que possam ser as coisas, nós temos o poder de as tornar mais fáceis. Quanto não seja, torná-las mais simples nem que seja apenas na nossa cabeça..dentro de nós. É necessário repetir constantemente que aquilo não é assim tão grave, que tudo se irá resolver. Temos sempre duas opções: Ou superar, ou superar. E depois cabe-nos a nós decidir superar bem com sorrisos, alegria e felicidade, ou superar dentro de um mar de choros, tristezas e afins obscuros. A primeira parece-me muito melhor.
Com o passar do tempo tenho conseguido ver que o ser humano suporta tudo. Grandes perdas, pequenos ganhos, grandes derrotas, pequenas vitórias, grandes dores, pequenas felicidades. E depois há aqueles que o fazem a sorrir para a vida, acreditando que ela ainda irá sorrir para eles e os outros que optam pela sombra, que insistem em isolar-se e teimam em assumir o papel de vítima. Julgo que não existe nada pior que sermos vitimas de nós próprios. Muito pelo contrário, devemos ser a nossa melhor ajuda, a nossa melhor e maior garantia.
Cada vez mais consigo ver que ser feliz é uma opção. Mesmo que a vida não nos sorria, façamo-lo nós. Não vale a pena sermos daqueles que primeiro precisam de receber, para poder dar de seguida. Deixemo-nos de desculpas, de choradinhos, e de ares derrotistas. Mesmo quando só te apetecer chorar, contraria a dor, um dia irás vence-la pelo cansaço. Quando só quiseres isolar-te, sai de casa, viaja, conhece pessoas novas. Ninguém nos conhece melhor que nós mesmos. Mas será que nos conhecemos o suficiente para nos conhecermos

domingo, 4 de março de 2012

Uma das..

coisas que me faz confusão é o descrédito que dão a um "Amo-te". Faz-me uma extrema impressão a facilidade com que, nos dias que correm, se diz Amo-te's a este que se conheceu ontem, àquela conhecida que nos apresentaram à três semanas atrás, ao namorado que nem um mês tem a nosso lado ou, ainda pior, àquele a quem dizemos só porque também nos disse e "ah e tal parece mal não usar a mesma palavra". Mas afinal, quanto amor cabe num "Amo-te" ?
Um "amo-te" deve ser dito quando já não cabe mais nada dentro de nós. Não é no início, quando ainda andamos com aquela paixoneta típica que nos faz querer cantarolar, que nos faz sentir destemidos, que nos faz querer gritar aos sete ventos o quão "nas nuvens" estamos. Ao invés disso, deve ser dito passados meses e meses, quiçá anos. Deve ser dito quando algo cá dentro nos diz que a vida já não funciona sem aquela pessoa e não quando somos ainda nós próprios que pronunciamos dia após dia que sim, a vida até funciona com esta pessoa do nosso lado.
O amor é impossível de controlar e, nos dias de hoje, os "amo-te's" também o são. E ainda outra.. O que leva alguém a optar por um "Love you" ao invés de um "Amo-te" ? Aqui cabe tudo. Cabem todas as emoções, todos os carinhos, todos os desejos, todos os passeios que se deram, todos os sorrisos que se trocaram, todas as prendas que se compraram, todas as surpresas que se fizeram. Num Love You, e é quando não recorrem a um LY, não cabe nada. Porque não há nada p'ra caber. Não há nada para dizer quando se diz isso. "Ah e tal, o 'amo-te' é um bocado forte e apaneleirado demais [porque secalhar nem sei o que essa palavra significa], e por isso toma lá um "Love you". Vês? Até sei inglês e tudo. Love you tem pinta..Love you é cool e duas palavras contêm mais sentimento que uma." E pronto, ela fica toda contente, "Ele ama-me. Disse que me Love you'ava. Também lhe devia responder, então cá vai: LY 2." E está feita a conversa, tá feito o negócio. Eles lovem-se.

Talvez eu não faça, mesmo, parte deste século. Continuo a apreciar a simplicidade, os clássicos, a sinceridade, aquilo que é nosso e que, como tal, deve ser usado. Porque por ser nosso, contém todos os ingredientes necessários a que o outro perceba. Mas só o deve perceber no tempo certo. Não numa data específica. Não quando fizer chuva ou sol. Mas sim quando estivermos preparados e quando aquilo que sentirmos for, realmente, amor e não um "gostei de ti ontem e por isso Lovo-te."

Miguel Esteves Cardoso - Visão do amor actual

“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

E é isto. 


É a companhia de hoje  [ocoraçãoagradece]

Aceitar

Não há nada mais correto do que aceitar aquilo que nos acontece. Seja bom, seja mau.
É inútil começar com questões do género "Porquê a mim?", "Porquê eu?". Não se irão obter respostas e, mesmo que se obtenham, o incidente, o problema, aquilo já aconteceu. Agora não vale a pena. As respostas servem apenas para nos confortar. Para nos poder aquecer mais um bocadinho a alma, ao invés de adormecermos a pensar nas mil e uma razões para o sucedido. No entanto, com as respostas obtidas também a indignação poderá permanecer em modo de confusão. Confusão essa que nos incapacita de fazer a junção entre o "problema" e a causa.
Por isso, por pior que seja, por piores dias que venham, por mais mal que tal coisa vos possa fazer..aceitem-na. Já tinha de ser assim. Esqueçam os "Se's", esqueçam os "Mas". O passado não volta, não é permitido ao tempo recuar. E, por isso mesmo, a vida continua. Resta-nos a pequena certeza de que iremos fazer tudo para superar e para que não volte a acontecer.

sábado, 3 de março de 2012

Luz, luz






O meu maior sonho passa por poder assistir a isto um dia.
Hei-de chegar lá.

Chócolat



Confesso, não sou grande apreciadora de chocolates. Mas ai, o quanto eu adoraaaaava ter ido à feira de Óbidos!
Isto de não ter namorado para nos satisfazer as vontades e nos dar miminhos, levando-nos a estes sitios, não dá com nada. Tenho de ver se trato disso depressa.
Com sorte, para o ano o discurso já é diferente.

Exageros

Epá há pessoas que fazem do senhor facebook um autêntico diário.
"Eu a desbulhar um rebuçado";
"Eu a enfiar o atacador no ultimo buraquinho";
"Eu a dar água à flor da sala";
"Eu a dizer Olá à minha mãe";
"Eu a brincar com o cabelo";
"Eu a salivar"..

A privacidade fica onde? Numa linha de facebook?
"Eu a contar-vos um segredo"
Poupem as alminhas de quem liga o dito cujo e é "obrigado" a deparar-se com tais coisas completamente irrelevantes.

' Tá p'ra nascer

E porque brasil é brasil e porque acredito ter nascido com uma costela brasileira dada a minha queda para estas múscias, aqui está a companhia de hoje: [ocoraçãagradece]

Gosto mais de você
Do que de mim
Está p'ra nascer
Alguém que goste de sofrer assim

Águinha

Já chove!
Finalmente. Que rico tempo para ficar por casa a ver um filme, no descansinho tão merecido (uma semana de aulas já é puxado nos dias que correm). O quanto eu adoooooro este pano de fundo.

Obrigadinha S. Pedro por estas cuspidelas que tanta falta fazem.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Para me (te) encontrar

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!


E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder, pra me encontrar.


Florbela Espanca


Hoje acaba-se o dia e entro assim pela noite dentro. Com esta vontade e a sentir que nos entretantos (dure o que durar, mas para mim é "nos entretantos"), ele há-de chegar.

Puerto & Benfas

Jasus, que hoje não se ouve falar de outra coisa que não seja o jogo de mai loguinhe! Os facebooks são todos mensagens de boa sorte para ambos os clubes (mais para o lado do vermelho que do azul) como se aquilo lhes desse mais força nas pernas para correr durante o tempo que andam ali a pisar a relva como uns loucos. Eu não gosto nem aprecio futebol, verdade seja dita. É-me indiferente se ganha um ou outro mas tá bom, lá vou eu toda gaiteira com as minhas maravilhas ver o jogo, sentadinha no café. Até já consigo imaginar a minha cara ao ouvir os gritos dos restantes clientes/adeptos quando a bola se aproximar da baliza. Queredo, parece que o mundo está prestes a acabar e que quem gritar mais alto o salva e fica com o seu controle.
Porque eu sou um ser um bocado estranho. Não gosto de futebol, é que a coisa nem sequer mexe comigo minimamente, mas já fui ao estádio da águia duas vezes e gostei imenso daquela confusão, daquelas cores, da emoção das pessoas, da alegria na vitória, das músicas que cantavam.. E ía outra vez. Todo mundo a viver aquilo intensamente e eu sentadinha no meu lugar a mirar tudo..a prestar atenção não ao jogo, não à direção da bola mas sim às veias do pescoço daquele senhor da camisola amarela que estavam quase a rebentar ou ao nariz pontiagudo daquela mulher que até é gira e que nem liga ao filho que chora com medo de tanto barulho (até consegui imaginar esta cena agora).
Pareço uma renegada. Nota-se claramente que não pertenço ali e que só lá estou por razões distantes (para mim, bem melhores que as razões dos restantes 99,9%).
Mas pronto, lá vou eu feliz da vida ver o dito cujo. Com sorte, e se formos ao café que estou a pensar, há sempre uma televisão ao lado daquela onde passa o jogo, onde se pode ver o National Geographic, e eu entretenho os meus olhinhos e abstraio-me daquele verde imenso que, coitado, tá fartinho de ser pisado.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sunrise, sunrise

Hoje, com este sol, com estas flores que começam a desbotar, e, claro está, com esta música, só me apetece sair e andar por aí a aproveitar cada pedacinho do dia. 
Sinto-me nova! E é tão boa esta sensação.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ai miga!

Eu, a J. e a A., as 3 da vida airada, em casa, na cozinha, a mirar o lava louça..
Nunca vos aconteceu estar a comentar (ok, a falar mesmo como gente grande) sobre alguém e sobre alguma coisa que essa pessoa fez (a criticar vá) porque pensam que a pessoa não está por aí e de repente, PIMBAS, vão a ver que a pessoa ouviu tudo à caladinha ali num recanto escondido?!
Epá, é só a pior sensação do mundo. O meu estômago desceu até aos joelhos neste momento. Porque é que eu sou sempre apanhada, alguém me explica?
Vou aprender a ficar calada, ai se vou!

Mudam-se os tempos..

Por vezes é necessário mudar de rotinas, mudar de "ares", de conhecidos, de vícios, de vontades, de desejos, de amores. Por vezes é preciso apagar algumas coisas da nossa vida, que se vão apagando sem que nos apercebamos mas que são cruciais para que consigamos atingir a felicidade.. aquela da qual já nem recordamos o cheiro, tamanho foi o tempo que passou.
Tão simples quanto isso.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ultimo dia

Pão caseiro com fiambre. Empada de salsichas. Batatas fritas. Camarão. Alface. Maionese. Pijama. Aquecedor. Sofá. Mãe e irmã. Miminhos. Televisão. Leite com chocolate. Bolachas Maria torradas. Beijo de despedida. Cama. Rezar. Dormir. Sonhar.

Desde as 20h até às 23h. A minha ultima noite das férias. Parece-me um excelente programa. A preguiça anda a dar cabo de mim. Desgraçada.

Sábado's

Hoje parece um autentico dia de (quase) verão. Daqueles que antecedem a verdadeira data que corresponde à correria constante para o areal. De manhã fui andar de bicicleta e vi já uns grupinhos estendidos ao sol quais carapaus secos! Se eu pudesse deixar a minha carinha laroca à mercê dos raios solares, era para lá que iria agora.
Mas está a dar-me uma vontade tremenda de me ir deitar de rabo para cima, ao sol a ler o meu livrinho. Tenho de aproveitar as minhas ultimas horas de pessoa "em férias" porque amanhã, após "encher a pança" já parto para terras de estudo. Cheira-me que vou agarrar em mim, nos meus óculos de sol (que roubei ao homem dos rebuçados aqui há dias, quando me apercebi que até fico engraçada com eles), no meu livrinho e lá vou eu sentar-me à beira mar a disfrutar deste cheirinho a peixe (que contrariamente ao que possam pensar, sabe mesmo bem), desta maresia, destes raios de sol e desta alegria que o sol traz consigo sempre que lhe apetece espreitar e surpreender.
Há pessoas que já andam de t-shirt e chinelo no pé (terra de praia, é assim, não se perdoa).
Não vou vestir a t-shirt nem calçar o chinelo, mas sim, hoje vou até à praia só dar assim uma introdução'zinha à época balnear para logo de seguida me despedir tanto das férias como desta terra linda que eu cada vez amo mais e da qual sinto, dia após dia, mais falta.