sábado, 31 de dezembro de 2011
over
31 de Dezembro de 2011, tanta coisa que se passou, tanta coisa que se irá passar, tanta coisa que se apagou, tanta coisa que se irá escrever.
Nem inspiração tenho. Só me quero ir vestir e corrrrer para a rua! Esta confusão, este alarido, estes gritos, esta alegria, esta felicidade.. tudo isto está em mim. Que controverso.
Bem, uma boa noite para todos! Eu, sem dúvida que me irei divertir.
P.S: Já se ouvem os fogueteeees!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Je ne sais pas
Alguém me explica porque é que quando estamos a conseguir ultrapassar, aquela pessoa lembra-se de nós e vem chatear-nos a cabeça e moer-nos o juízo? Assim é, sem dúvida, impossível!!
Que vontade de ir a correr para ti e (tentar) esquecer tudo. Mas não, tenho de me manter firme, rija..forte!
Tu tens de seguir a tua vida e eu a minha.. e, apesar de parecer que estão destinadas a cruzarem-se, nós temos de lhes trocar as voltas.
O meu lugar não é ao teu lado, apesar do teu ser ao meu.
Por favor, um apelo:
Larga-me de mão e deixa-me em paz.
Agradecida.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Primeira vez
Hoje dei o primeiro passo desta longa caminhada. 21:04h: tomei os primeiros comprimidos. Hoje nada me aborrecerá. Como é que duas coisinhas destas me fazem tão feliz? Bem, não sei, mas que fazem, fazem. E, mais importante que tudo, vão afetar o meu psicológico. É que amanhã, aposto que vou acordar, dar uma corrida até ao espelho e dizer "MÃE, TOU MUITO MELHOOOR". No entanto, ela irá olhar para mim com aquela cara de "Desculpa? Ok, os comprimidos devem ter é droga". Mas eu não vou querer saber e lá vou eu toda feliz da vida enfrentar o dia a dia.
Obrigada ivestigadores, médicos, farmaceuticos, etecetras. Vocês são do melhor. E eu começo a adorar-vos!
Obrigada ivestigadores, médicos, farmaceuticos, etecetras. Vocês são do melhor. E eu começo a adorar-vos!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Agradecer torna-se pouco
Há pessoas que não medem as palavras. Há pessoas que têm noção que os outros estão mesmo no fundo do poço e ainda assim dizem tudo aquilo que lhes passa pela cabeça sem querer saber. Há pessoas que se têm aquela opinião, dão-a simplesmente, nem que para isso te façam chorar por discordares. Há pessoas que se consideram que erraste, são as primeiras a dizê-lo e a mostrá-lo mesmo para te fazerem sentir mal. Há pessoas que, por vezes, mesmo sabendo que estás feliz a ter determinada atitude, te puxam para um canto e te dizem "Mas tu 'tás'te a passar? Acaba já com isso!". Há pessoas que parecem não se importar minimamente com o teu bem estar e que naquela altura, em que te mostram isso, só te apetece esmurrá-las até à exaustão porque "caraças! és minha amiga e estás a agir assim porquê?". Há pessoas que se te podem dizer "Foste uma merda", não dizem "Oh, não devias ter feito aquilo assim sabes..". Há pessoas que se chateiam contigo e que te podem falar mal durante um dia ou dois apenas porque tiveste uma atitude que só apenas te magoou a ti próprio. Há pessoas que te avisam que certa atitude vai correr mal, tu não queres saber, tu arriscas, passado um dia e meio vês que aquela pessoa tinha razão e essa mesma pessoa deixa de te dar conselhos durante uns tempos. Mas não o faz porque não se preocupa contigo. Apenas porque quer ver se tu aprendeste com o erro. Se, porventura, reparar que não aprendeste, volta a dar-te na cabeça mas garante "para a próxima não o volto a fazer" (shh, acaba sempre por voltar).
E tu nestas alturas odeia-la. Nestas alturas vem o típico drama "ok, tou sozinha no mundo.", "ok, esta é a suposta amiga que tenho?." ou ainda "ok, só falas assim porque não passaste pelo mesmo que eu passei". Querem um conselho? Deixem de pensar dessa maneira. Tenho uma amiga que age assim e, se na altura, quando estava "no fundo do poço", não conseguia entender este modo de ser dela, quando a criticava por ela me dizer a verdade, quando a julgava porque "ok, passaste pelo mesmo mas não foi tão grave" (tentando arranjar desculpas para poder criticar as suas palavras), agora agradeço-lhe pela sua dureza que contrasta tão bem com a minha fraqueza. É fantástico como conseguimos ter opiniões tão distintas das coisas dependendo do nosso estado de espírito..das ocasiões, das situações pelas quais somos obrigados a passar. Se na altura parece que o mundo vai acabar e que "meu Deus, tou quase a morrer", um ano depois conseguimos ver que se morresse-mos por aquilo seria uma grandecíssima de uma estupidez porque afinal, também sabemos viver sem esta pessoa ou sem aquela coisa. Só que na altura não conseguimos ver isso. Na altura optamos sim, pelo típico filme dramático de madalena abandonada: tou "quase a morrer" e o problema é que quanto mais mortos estamos, mais mortos queremos estar e "porra, deixem-me estar, que assim, triste, deprimido e doente é que tou bem". E é nessa altura que "valham-nos os amigos". É nessa altura que "obrigada por me dizerem, literalmente, que não sou forte o suficiente para ultrapassar uma dificuldade..um obstáculo." É nessa altura, em que só me apetece excluir-vos do meu dia-a-dia (por saber que só me vão entristecer mais com as coisas que me dizem) que chego a casa mais forte e com mais vontade de vos mostrar que sim, também sei ser forte, como vocês querem que seja.
É agora, passado um ano (e passados 3 dias) que consigo ver que, gaita, os amigos são o melhor que podemos ter. São a única familia que nos é permitida escolher. E se escolhemos esta, por alguma razão foi.
Estamos mal, mas estamos juntos. Estamos bem, mas estamos juntos. Custa? Dói? É difícil? Azar..estamos juntos. E é "estar juntos" que realmente importa. Porque com vocês aprende-se tanto..Aprende-se essencialmente que, entre morrer e estar quase morto, vai uma tremenda diferença.
Obrigada.
E tu nestas alturas odeia-la. Nestas alturas vem o típico drama "ok, tou sozinha no mundo.", "ok, esta é a suposta amiga que tenho?." ou ainda "ok, só falas assim porque não passaste pelo mesmo que eu passei". Querem um conselho? Deixem de pensar dessa maneira. Tenho uma amiga que age assim e, se na altura, quando estava "no fundo do poço", não conseguia entender este modo de ser dela, quando a criticava por ela me dizer a verdade, quando a julgava porque "ok, passaste pelo mesmo mas não foi tão grave" (tentando arranjar desculpas para poder criticar as suas palavras), agora agradeço-lhe pela sua dureza que contrasta tão bem com a minha fraqueza. É fantástico como conseguimos ter opiniões tão distintas das coisas dependendo do nosso estado de espírito..das ocasiões, das situações pelas quais somos obrigados a passar. Se na altura parece que o mundo vai acabar e que "meu Deus, tou quase a morrer", um ano depois conseguimos ver que se morresse-mos por aquilo seria uma grandecíssima de uma estupidez porque afinal, também sabemos viver sem esta pessoa ou sem aquela coisa. Só que na altura não conseguimos ver isso. Na altura optamos sim, pelo típico filme dramático de madalena abandonada: tou "quase a morrer" e o problema é que quanto mais mortos estamos, mais mortos queremos estar e "porra, deixem-me estar, que assim, triste, deprimido e doente é que tou bem". E é nessa altura que "valham-nos os amigos". É nessa altura que "obrigada por me dizerem, literalmente, que não sou forte o suficiente para ultrapassar uma dificuldade..um obstáculo." É nessa altura, em que só me apetece excluir-vos do meu dia-a-dia (por saber que só me vão entristecer mais com as coisas que me dizem) que chego a casa mais forte e com mais vontade de vos mostrar que sim, também sei ser forte, como vocês querem que seja.
É agora, passado um ano (e passados 3 dias) que consigo ver que, gaita, os amigos são o melhor que podemos ter. São a única familia que nos é permitida escolher. E se escolhemos esta, por alguma razão foi.
Estamos mal, mas estamos juntos. Estamos bem, mas estamos juntos. Custa? Dói? É difícil? Azar..estamos juntos. E é "estar juntos" que realmente importa. Porque com vocês aprende-se tanto..Aprende-se essencialmente que, entre morrer e estar quase morto, vai uma tremenda diferença.
Obrigada.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Basta acreditar
Amigas borbulhas, espero que estejam todas a disfrutar destes últimos dias.. espero, sinceramente, que tenham sido felizes durante este ano, que, para mim, mais pareceu uma década. Espero que o vosso objetivo, de me meterem a auto-estima por baixo da terra, vos tenha agradado, porque sinceramente, foi um grande sucesso.
É com enorme prazer que vos informo que já tenho a minha arma..o meu escudo contra vocês todas. Sim, o mais provável é que, quando vos começar a matar a todas devagarinho, chamem pais, tios, irmãos, sobrinhos e até ressuscitem aquelas que já morreram há tanto tempo em mim mas eu não vou desistir e hei-de matar-vos a todas uma a uma. Pois eu não cabo em mim de felicidade..finalmente vou ter a minha cara de volta. Finalmente vou ser a S. que sempre fui e da qual tenho tantas, tantas saudades. Finalmente vou poder olhar-me ao espelho e contentar-me com aquilo que vejo.
Para as pessoas a quem falo disto, torna-se difícil perceberem-me. Eu vejo isso na cara delas.. Mas se primeiro olham com aquelas caras de "Eia a S. dantes não era assim.. era tão bonitinha", Quando lhes explico o que se passa para estar assim vejo que deixam de ver isto como um "problema" (tal como o fizeram mal me olharam) mas sim como uma coisa vulgar.Vejo isso nas respostas que me dão. Frases como "Oh, não tá assim tão mal", "Oh, há coisas piores", "São só umas borbulhas, deixa-te disso". Mas deixar-me de quê? De querer voltar a ser eu? De querer voltar a acordar e "caramba, hoje tou bonita!" Porque há um ano que não me consigo achar bonita. Há um ano que a minha confiança desceu a pique e não voltou a subir. E, caraças, se eu era uma rapariga confiante!
E por isso, por pior que seja o tratamento, por mais mal que me possa fazer a nível de organismo, por mais consequências negativas que me possa trazer..eu vou para a frente com ele! Quero voltar a achar-me bonita, nem que seja um dia apenas. Quero acordar, ver-me ao espelho e sorrir.. Sorrir, não por estar viva mais um dia, mas sim porque naquele dia sinto-me bem, sinto-me bonita, sinto-me nova, sinto-me eu! E não há nada melhor do que sentir-mo-nos "nós" próprios, sem disfarces, sem máscaras, sem marcas que se refletem em nós a nível exterior por alguém nos ter magoado e ferido a nível interior.Por isso ontem comecei a fazer mudanças na minha vida, tal como disse aqui. E hoje sinto-me um bocadinho mais feliz porque estou a passos curtos de começar o processo de eliminação tanto de vocês, coisas vermelhas, altas e dolorosas bem como de ti. Nem de propósito, foste tu que me causaste isto e agora expulso-te de mim ao mesmo tempo que as expulso a elas. Pode ser que assim elas se importem menos de ir..tu até és jeitoso
Não vejo a hora..mas está quase a chegar, e nesse dia eu vou estar tão, tão feliz!
Hoje é Natal, hoje eu fiz-Te um pedido e hoje eu sei, mais que das outras vezes, que Tu me vais ajudar!
sábado, 24 de dezembro de 2011
Hoje é o dia
Hoje é Natal. Hoje é o primeiro Natal que passo sem ti, desde que me conheço. Hoje tive a notícia que, no fundo já sabia e que me ajudou a tomar esta decisão. Hoje é dia de Natal. Hoje vou abrir as prendas de todos os que amo, de todos os que me amam e me querem bem..menos a tua.
O teu presente era sempre o que eu abria primeiro. Hoje não tenho nada teu.. nem uma prenda, nem uma mensagem, nem tu. Mas tal como te disse, tu ias voltar para ela e voltaste. Que bom não me ter iludido naquelas palavras que me disseste faz hoje duas semanas. Duas semanas..como o tempo passa. A tua voz ainda ecoa nos meus ouvidos. O teu cheiro ainda está tão intrínseco em mim. As tuas feições estão presentes quando acordo, quando adormeço, quando durmo, quando como.. Mas sabes.. "hoje é o dia".
Andei a adiar e a adiar, com a esperança que voltasses..andei a adiar esquecer-te e eliminar-te totalmente da minha vida com a esperança que aquelas palavras fossem verdadeiras.. que me provasses que sou eu quem realmente te preenche os pensamentos, que sou eu quem realmente te completa e nãoela. Mas, mais uma vez, mentiste-me. E, apesar de já ter dito isto milhentas vezes, hoje acabou. Hoje acabas tu, acabo eu e acaba qualquer ideia que possa ter de um "nós". Não é apenas no Ano Novo que se deve pensar "Vida Nova".. não. É hoje, dia de Natal, que decidi tomar esta decisão e sei, sei que a vou conseguir levar para a frente.
Vou seguir a minha vida. Até aqui não o tenho feito por ir, sempre, acalentando a esperança "vamos acabar juntos". A esperança que também sei que tens. Mas não vai ser mais assim. Hoje desisto de acalentar esse mesmo pensamento. Fizeste parte da minha vida durante 5 longos anos.. Mas "acabou" e pretendo dizê-lo quantas vezes forem necessárias para que me vá entrando bem na cabeça. Acabou, acabou, acabou. Chega de postes lamechas, postes tristes, postes deprimentes. Chega de me sentir deprimente e de achar que nunca mais na vida vou conseguir ter alguém. Por isso e por tudo mais: chega.
Por mais saudades que tenho tuas, tenho mais minhas e daquilo que era quando ainda não te conhecia.
Por isso mesmo, este blog vai deixar de ser dirigido a ti. Este blog vai ser meu, só meu. E mesmo que me ocorra falar de ti, mesmo que te tenha no pensamento, não vais ter permissão de te intrometer na minha vida, no meu quotidiano, nas minhas decisões e na minha maneira de ir vivendo.
Sinto-me com toda a força do mundo. Peço-te a ti, Deus, que me dês força para manter este pensamento. Dá-me força para conseguir seguir e deixar para trás quem tão mal-me-quer. Ensina-me a ser aquela menina feliz de novo. Ensina-me a ser aquela menina que não via maldade em tudo, que adorava a vida e que, mais importante que tudo, se adorava a si mesma. Ajuda-me a ser feliz. É tudo o que te peço.. Este Natal, é tudo o que quero.
E hoje, dia 24 de Dezembro de 2011, desisto denós.
O teu presente era sempre o que eu abria primeiro. Hoje não tenho nada teu.. nem uma prenda, nem uma mensagem, nem tu. Mas tal como te disse, tu ias voltar para ela e voltaste. Que bom não me ter iludido naquelas palavras que me disseste faz hoje duas semanas. Duas semanas..como o tempo passa. A tua voz ainda ecoa nos meus ouvidos. O teu cheiro ainda está tão intrínseco em mim. As tuas feições estão presentes quando acordo, quando adormeço, quando durmo, quando como.. Mas sabes.. "hoje é o dia".
Andei a adiar e a adiar, com a esperança que voltasses..andei a adiar esquecer-te e eliminar-te totalmente da minha vida com a esperança que aquelas palavras fossem verdadeiras.. que me provasses que sou eu quem realmente te preenche os pensamentos, que sou eu quem realmente te completa e não
Vou seguir a minha vida. Até aqui não o tenho feito por ir, sempre, acalentando a esperança "vamos acabar juntos". A esperança que também sei que tens. Mas não vai ser mais assim. Hoje desisto de acalentar esse mesmo pensamento. Fizeste parte da minha vida durante 5 longos anos.. Mas "acabou" e pretendo dizê-lo quantas vezes forem necessárias para que me vá entrando bem na cabeça. Acabou, acabou, acabou. Chega de postes lamechas, postes tristes, postes deprimentes. Chega de me sentir deprimente e de achar que nunca mais na vida vou conseguir ter alguém. Por isso e por tudo mais: chega.
Por mais saudades que tenho tuas, tenho mais minhas e daquilo que era quando ainda não te conhecia.
Por isso mesmo, este blog vai deixar de ser dirigido a ti. Este blog vai ser meu, só meu. E mesmo que me ocorra falar de ti, mesmo que te tenha no pensamento, não vais ter permissão de te intrometer na minha vida, no meu quotidiano, nas minhas decisões e na minha maneira de ir vivendo.
Sinto-me com toda a força do mundo. Peço-te a ti, Deus, que me dês força para manter este pensamento. Dá-me força para conseguir seguir e deixar para trás quem tão mal-me-quer. Ensina-me a ser aquela menina feliz de novo. Ensina-me a ser aquela menina que não via maldade em tudo, que adorava a vida e que, mais importante que tudo, se adorava a si mesma. Ajuda-me a ser feliz. É tudo o que te peço.. Este Natal, é tudo o que quero.
E hoje, dia 24 de Dezembro de 2011, desisto de
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
365 dias
Há um ano atrás tive a confirmação de que "nada é por acaso". Há um ano atrás acordei decidida a ir ao shopping V. para comprar as ultimas prendas de Natal. A tua tinha-te dado nessa noite (de 22 para 23). Lembraste? Aquela que tu adoraste, aquela pela qual choraste e que te fez ficar todo orgulhoso. Afinal, tinha tido tanto trabalho e prazer a fazê-la. Tu entregaste-me a tua: um casaco (conhecias tão bem os meus gostos) e eu agradeci-te, feliz da vida não pela prenda propriamente mas sim por, apesar de todos os problemas, de todas as barreiras e todas as distâncias, estar mais um ano, a "passar" o Natal contigo. Desde que me conheço que passamos esta noite/dia "juntos", em contacto.
Mas continuando..Quando chegou o derradeiro momento de entrar no carro e partir para o destino, passou-me qualquer coisa pela cabeça que me fez ir ao shopping L. A minha irmã não percebeu a minha mudança de apetite, e, pra ser sincera, nem eu mesma percebi. Simplesmente me deu uma vontade repentina de mudar o destino e, hoje agradeço por ter sido assim. Tal como acontece sempre nesta altura, os meus dias ficam cheios de alegria..afinal, é Natal e esta magia toda, a união familiar, as musicas, o frio, o aconchego, fascinam-me. Quando chegamos ao shopping L. foi assim que fiquei. Até que te vi.. com ela. Pareceu-me tudo tão estranho. Aquilo não podia estar a acontecer.. Mas se estava a acontecer, então não podia ser a mim.. Não, eu estava a vivenciar a história de outra pessoa, claro que sim. Nós tinhamos estado juntos nessa noite, tinhamos trocado as prendas, tinhas dito que me amavas, que era comigo que te imaginavas no futuro. Nã..aquele não podias ser tu.
Mas eras. Eras tu e era ela, eram vocês.. tu levava-la no calor do teu abraço e ela sorria. Sorria como tantas vezes eu sorri dado o conforto que sentia por ter a certeza que eras completa e unicamente meu. Passei à tua frente.. quis que visses que eu estava ali e que me tinhas causado a pior dor do mundo. E tu viste-me. Ficaste igualmente desconfortável mas ela logo te agarrou pela mão de modo a confortar-te. Tu deixaste e vi-te a rir..a rir da situação. A rir porque "caraças, ela apanhou-me". Pois apanhei.. Apanhei e decidi ali mesmo, naquele instante em que as lágrimas me distorciam as feições, que nunca mais me irias voltar a enganar. Era a segunda vez que me fazias aquilo. E doeu tanto como a primeira. O caminho para casa parecia não ter fim e eu queria tanto chegar aos braços de alguém que me confortasse, alguém que realmente me compreendesse. A A. foi a minha grande ajuda, tal como é sempre e um enorme obrigada por essa vez, bem como por todas as outras.
Nesse dia estava decidida a eliminar-te da minha vida. Nesse dia, naquela hora disse a mim mesma que tu tinhas de ser posto para trás das costas.. Mas não foi bem assim e ambos sabemos..
No entanto e apesar de já ter acabado há muito, muito tempo, foi nesse dia, que mataste outro grande bocado do nosso amor. Daquele que eu julgava ser para sempre, sabes?
O resto irias destruir mais tarde, mas isso fica para outra altura..
23 de Dezembro de 2011
Um ano depois encontro-me à porta do C. à espera que passes. Um ano depois encontro-me aqui sentada a escrever, à espera que , como acontece nos restantes dias da semana, te seja obrigatório passar por aqui. Gostava de não desejar mas desejo..desejo muito que passes aqui só para me ver. Mas isso não acontece. Hoje, por ironia do destino ou mesmo porque Ele lá em cima me quer poupar a mais tortura, não te vejo passar aqui. Mas sabes, talvez seja melhor assim. Já não te vejo há tanto, tanto tempo.. Ainda te conheço todas as feições, todos os gestos, todo o jeito de ser e de atuar.. Ao fim ao cabo, ainda continuo a ter-te no meu coração. O problema será sempre esse.
"Longe da vista, longe do coração"..era tão mas tão bom que isto fosse verdade..
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
pequenas mas tão grandes

Médico: Não vejo aqui nada de errado. Está tudo muito bem. Perfeitamente normal.
E eu fui a pessoa mais feliz deste mundo!
domingo, 18 de dezembro de 2011
Sei-te de cor.
Fazes-me falta.
Quer dizer, na verdade são os teus pés que me fazem falta.
Tenho saudades de quando bastava juntar os meus pequenos pés de princesa aos teus de homem feito para que automaticamente me cobrisses e me aquecesses não só os pés como também o coração.
Fazes-me falta.
Tenho os pés gelados neste momento e lembrei-me mais de ti que o normal. Irá sempre ser assim. Quando não existir calor que me consiga colocar os pés num tom rosado, irei lembrar-me daquele que em momentos como este, me fazia tão bem.
Tu que me sabias de cor.
Quer dizer, na verdade são os teus pés que me fazem falta.
Tenho saudades de quando bastava juntar os meus pequenos pés de princesa aos teus de homem feito para que automaticamente me cobrisses e me aquecesses não só os pés como também o coração.
Fazes-me falta.
Tenho os pés gelados neste momento e lembrei-me mais de ti que o normal. Irá sempre ser assim. Quando não existir calor que me consiga colocar os pés num tom rosado, irei lembrar-me daquele que em momentos como este, me fazia tão bem.
Tu que me sabias de cor.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Quando acreditas, há um milagre
A minha mãe é a maior mãe do mundo.
Custa-me, por vezes, não lhe dar o devido valor mas juro que tento todos os dias.
Eu comparo a minha mãe com as restantes e, por vezes, fico com pena desses mesmos filhos das "restantes". Com a minha mãe não há um "chaga-te pra lá" quando a agarro, não há um "cala-te, tou farta de te ouvir", ou até mesmo um "estás a estorvar-me". Para a minha mãe eu nunca lhe dou mimos demais mesmo estando constantemente agarrada a ela. Para a minha mãe um "Não" meu, fá-la ficar tão triste como a noite e um "Sim", faz com que rejubile de alegria. E agora eu questiono-me "Porque é que não lhe digo sempre que sim?" visto que é esse mesmo "Sim" que a faz ganhar o dia??
Tenho noção que, por vezes, muitas até, sou fria (e este fria passa por não lhe ligar apenas uma vez por semana) ou por não lhe contar tim tim por tim tim o que aconteceu às 16:39h do dia X. Quando um destes acontecimentos sucede a minha mãe vira-se para mim e diz "Já não me contas nada.." ou "Já não tens saudades minhas". E eu fico revoltada no segundo seguinte a ouvir estas palavras mas depois começo a pensar "Porque raio me disse ela tal coisa?? Já pensa que não gosto dela só porque me esqueci de lhe dizer que ao invés de almoçar carne, almocei peixe?" e consigo, por incrível que possa parecer (dada a minha incapacidade para tal), colocar-me no lugar dela. Consigo porque a minha relação com a minha mãe é uma relação de mimo constante, amor constante, carinho constante, risos, cantorias, anedotas, codrelhices, alegrias, tristezas..A minha mãe sabe (quase) tudo de mim. E como eu gostava de saber tudo dela. Como eu gostava que, por um dia apenas, ela fizesse o melhor papel do mundo (o de filha amada) e corresse para os meus braços quando algo a importunasse..tal como todos nós fazemos quando parece que toda a galáxia nos quer devorar e nós só nos conseguimos lembrar de uma pessoa capaz de nos salvar..aquela pessoa que está ali para nós aconteça o que acontecer: a nossa mãe. Mas ela não é assim. A minha mãe, ao invés de mim, pretende poupar-me de tudo, por mais ínfimo que seja. E, por isso mesmo, quando está triste, quando está com dores, quando só quer que o dia chegue ao fim e eu a enfrento com um desconfortado "O que é que tu tens hoje?", ela limita-se a responder-me "Oh, nada.. As mães não podem estar bem dispostas todos os dias". E eu não insisto. Mas porque é que não insisto? Por não gostar dela? Não.. Porque no fundo quero acreditar que, realmente, não é nada..que sim, que as mães não podem estar felizes todos os dias mas é só isso. Afinal elas não têm nada que as desconforte. Afinal elas são sempre fortes, corajosas e prontas para derrubar quem resolver meter-se no caminho dos seus rebentos. E então limito-me a ficar assim..a deixar que o dia termine e não penso mais no assunto. "Amanhã ela vai voltar a ser a minha mãe de sempre, claro que sim. Ela não tem nada com que se preocupar, afinal, os "seus" estão bem". Pois, e ela? Será que ela está realmente bem? Será que nada realmente grave chegou para a incomodar? A idade passa, ela vê que nós crescemos, que a juventude já lá vai, que as rugas, agora já tão vincadas, não vão mais embora, que os cabelos brancos só desaparecem com pintura (coisa que ela detesta, e eu ainda a amo mais por isso). Mas sim, "amanhã ela vai voltar a ser feliz".
Voltando à minha linha de pensamento, a minha mãe é muito diferente de tantas outras mães que eu vejo e pelas quais sinto raiva até. Contam-me "Oh, a minha mãe nunca me disse uma coisa bonita..ela não liga a essas coisas" e eu, apesar de triste por tal pessoa na altura, agradeço a Deus porque, caraças, sou mesmo sortuda. Eu que com a cara cheia de tanta borbulha, eu que cheia de tantos pelos que mais pareço uma macaca, consigo ouvir um, tão sentido, "Tu até assim és linda" quando a minha auto-estima teima em estar deitada no chão. Quando ela me chama e eu digo, quase aos berros, pois já é a 5º vez que o está a fazer, "é mãe espera, fogo!Estou a ver aqui uma coisa no facebook" (uma coisa mesmo desinteressante mas estou a ver só porque sim) e depois, num dia qualquer, ela está a ver o último episódio daquela novela que já anda a acompanhar desde Janeiro de 2010 (quase) e eu, antes mesmo de a chamar, já ela esta a correr para vir ter comigo, "O que se passa?". E é nestes momentos que eu penso que consigo ser muito estúpida por fazê-la esperar quando ela nem precisa que a chame para estar logo juntinho a mim, pronta a ajudar-me em qualquer coisa, nem que para isso tenha de deixar de ver/fazer algo que tanto gosta.
Não devíamos perder tempo com coisas que consideramos aborrecidas, e não perdemos. Não devíamos tratar mal ou menos bem (no meu caso) as pessoas que mais nos amam e tratamos. Um pouco injusto não?
Sempre que precisei de me levantar, ela podia ter 100kg em cima dela, mas fazia um esforço enorme só para que eu não ficasse ali caída no chão. E sei que vai continuar a fazê-lo. Eu só tenho de continuar a agradecer-lhe. Mas não tenho de lhe agradecer com fios de ouro, peças caras para a casa, etc.. Tenho sim de continuar a ligar-lhe "dia sim, dia também", tenho sim de continuar a contar-lhe tim tim por tim tim o que, afinal, se passou às 16:39h de um dia qualquer e tenho sim de lhe dizer se hoje comi carne ou peixe. Tenho sim de a abraçar todos os dias e dizer-lhe que está linda, que é linda e mostrar-lhe que posso ser a sua "mãe" quando ela tiver dias maus. Porque sim, é deste modo que ela fica feliz, é deste modo que ela sente que eu a amo mais que tudo neste mundo e que não tenho nada a esconder-lhe, pois não há problema que saiba cada pedacinho da minha vida.
Dizem-me que sou mimada e menina da mamã, mas eu não me importo nadinha. Não me importo de, sempre que algo acontece, a primeira pessoa em que penso ser ela e que o primeiro pensamento que me ocorra seja "Eia, tenho de contar isto à minha mãe!". Não me importo que ela ainda vá comigo ao médico, que ela vá comigo ao dentista, que me faça comer para levar para a universidade, que sempre que compro uma roupa tenha que lhe dizer..Não me importo de mostrar a toda gente o quão importante ela é para mim e que sem ela, não era nada.
"O único problema das mães é não serem eternas.". Esta frase é um bocadinho como a incerteza da existência do Pai Natal. Isto porque eu acredito que a minha mãe vai durar para sempre.. afinal, as mães nunca morrem. As mães vão ficar sempre connosco pois sem elas, por mais pessoas que estejam à nossa volta, ficamos simplesmente sozinhos. Aposto que todos pensam assim. Mas não se preocupem se o fizerem..afinal, só acreditamos naquilo que realmente desejamos com toda a força, por mais impossível e estúpido que possa parecer aos olhos dos outros.
Custa-me, por vezes, não lhe dar o devido valor mas juro que tento todos os dias.
Eu comparo a minha mãe com as restantes e, por vezes, fico com pena desses mesmos filhos das "restantes". Com a minha mãe não há um "chaga-te pra lá" quando a agarro, não há um "cala-te, tou farta de te ouvir", ou até mesmo um "estás a estorvar-me". Para a minha mãe eu nunca lhe dou mimos demais mesmo estando constantemente agarrada a ela. Para a minha mãe um "Não" meu, fá-la ficar tão triste como a noite e um "Sim", faz com que rejubile de alegria. E agora eu questiono-me "Porque é que não lhe digo sempre que sim?" visto que é esse mesmo "Sim" que a faz ganhar o dia??
Tenho noção que, por vezes, muitas até, sou fria (e este fria passa por não lhe ligar apenas uma vez por semana) ou por não lhe contar tim tim por tim tim o que aconteceu às 16:39h do dia X. Quando um destes acontecimentos sucede a minha mãe vira-se para mim e diz "Já não me contas nada.." ou "Já não tens saudades minhas". E eu fico revoltada no segundo seguinte a ouvir estas palavras mas depois começo a pensar "Porque raio me disse ela tal coisa?? Já pensa que não gosto dela só porque me esqueci de lhe dizer que ao invés de almoçar carne, almocei peixe?" e consigo, por incrível que possa parecer (dada a minha incapacidade para tal), colocar-me no lugar dela. Consigo porque a minha relação com a minha mãe é uma relação de mimo constante, amor constante, carinho constante, risos, cantorias, anedotas, codrelhices, alegrias, tristezas..A minha mãe sabe (quase) tudo de mim. E como eu gostava de saber tudo dela. Como eu gostava que, por um dia apenas, ela fizesse o melhor papel do mundo (o de filha amada) e corresse para os meus braços quando algo a importunasse..tal como todos nós fazemos quando parece que toda a galáxia nos quer devorar e nós só nos conseguimos lembrar de uma pessoa capaz de nos salvar..aquela pessoa que está ali para nós aconteça o que acontecer: a nossa mãe. Mas ela não é assim. A minha mãe, ao invés de mim, pretende poupar-me de tudo, por mais ínfimo que seja. E, por isso mesmo, quando está triste, quando está com dores, quando só quer que o dia chegue ao fim e eu a enfrento com um desconfortado "O que é que tu tens hoje?", ela limita-se a responder-me "Oh, nada.. As mães não podem estar bem dispostas todos os dias". E eu não insisto. Mas porque é que não insisto? Por não gostar dela? Não.. Porque no fundo quero acreditar que, realmente, não é nada..que sim, que as mães não podem estar felizes todos os dias mas é só isso. Afinal elas não têm nada que as desconforte. Afinal elas são sempre fortes, corajosas e prontas para derrubar quem resolver meter-se no caminho dos seus rebentos. E então limito-me a ficar assim..a deixar que o dia termine e não penso mais no assunto. "Amanhã ela vai voltar a ser a minha mãe de sempre, claro que sim. Ela não tem nada com que se preocupar, afinal, os "seus" estão bem". Pois, e ela? Será que ela está realmente bem? Será que nada realmente grave chegou para a incomodar? A idade passa, ela vê que nós crescemos, que a juventude já lá vai, que as rugas, agora já tão vincadas, não vão mais embora, que os cabelos brancos só desaparecem com pintura (coisa que ela detesta, e eu ainda a amo mais por isso). Mas sim, "amanhã ela vai voltar a ser feliz".
Voltando à minha linha de pensamento, a minha mãe é muito diferente de tantas outras mães que eu vejo e pelas quais sinto raiva até. Contam-me "Oh, a minha mãe nunca me disse uma coisa bonita..ela não liga a essas coisas" e eu, apesar de triste por tal pessoa na altura, agradeço a Deus porque, caraças, sou mesmo sortuda. Eu que com a cara cheia de tanta borbulha, eu que cheia de tantos pelos que mais pareço uma macaca, consigo ouvir um, tão sentido, "Tu até assim és linda" quando a minha auto-estima teima em estar deitada no chão. Quando ela me chama e eu digo, quase aos berros, pois já é a 5º vez que o está a fazer, "é mãe espera, fogo!Estou a ver aqui uma coisa no facebook" (uma coisa mesmo desinteressante mas estou a ver só porque sim) e depois, num dia qualquer, ela está a ver o último episódio daquela novela que já anda a acompanhar desde Janeiro de 2010 (quase) e eu, antes mesmo de a chamar, já ela esta a correr para vir ter comigo, "O que se passa?". E é nestes momentos que eu penso que consigo ser muito estúpida por fazê-la esperar quando ela nem precisa que a chame para estar logo juntinho a mim, pronta a ajudar-me em qualquer coisa, nem que para isso tenha de deixar de ver/fazer algo que tanto gosta.
Não devíamos perder tempo com coisas que consideramos aborrecidas, e não perdemos. Não devíamos tratar mal ou menos bem (no meu caso) as pessoas que mais nos amam e tratamos. Um pouco injusto não?
Sempre que precisei de me levantar, ela podia ter 100kg em cima dela, mas fazia um esforço enorme só para que eu não ficasse ali caída no chão. E sei que vai continuar a fazê-lo. Eu só tenho de continuar a agradecer-lhe. Mas não tenho de lhe agradecer com fios de ouro, peças caras para a casa, etc.. Tenho sim de continuar a ligar-lhe "dia sim, dia também", tenho sim de continuar a contar-lhe tim tim por tim tim o que, afinal, se passou às 16:39h de um dia qualquer e tenho sim de lhe dizer se hoje comi carne ou peixe. Tenho sim de a abraçar todos os dias e dizer-lhe que está linda, que é linda e mostrar-lhe que posso ser a sua "mãe" quando ela tiver dias maus. Porque sim, é deste modo que ela fica feliz, é deste modo que ela sente que eu a amo mais que tudo neste mundo e que não tenho nada a esconder-lhe, pois não há problema que saiba cada pedacinho da minha vida.
Dizem-me que sou mimada e menina da mamã, mas eu não me importo nadinha. Não me importo de, sempre que algo acontece, a primeira pessoa em que penso ser ela e que o primeiro pensamento que me ocorra seja "Eia, tenho de contar isto à minha mãe!". Não me importo que ela ainda vá comigo ao médico, que ela vá comigo ao dentista, que me faça comer para levar para a universidade, que sempre que compro uma roupa tenha que lhe dizer..Não me importo de mostrar a toda gente o quão importante ela é para mim e que sem ela, não era nada.
"O único problema das mães é não serem eternas.". Esta frase é um bocadinho como a incerteza da existência do Pai Natal. Isto porque eu acredito que a minha mãe vai durar para sempre.. afinal, as mães nunca morrem. As mães vão ficar sempre connosco pois sem elas, por mais pessoas que estejam à nossa volta, ficamos simplesmente sozinhos. Aposto que todos pensam assim. Mas não se preocupem se o fizerem..afinal, só acreditamos naquilo que realmente desejamos com toda a força, por mais impossível e estúpido que possa parecer aos olhos dos outros.
Semente.
Enfrentei, finalmente, o maior medo da minha vida. Hoje, dia 17 de Dezembro de 2011, após 4 longos e dolorosos anos arrisquei (fui obrigada, mas não interessa) e após tantas rezas e seguidas frases como "vai correr tudo bem, vai correr tudo bem", a coisa até se deu e sim, correu maravilhosamente bem! Gostava que minutos antes do momento me tivesses acalmado com as tuas, sempre, tão confortáveis palavras. Gostava de ter tido a possibilidade de ouvir da tua boca que "tudo ia correr bem" pois só tu tinhas o poder de me fazer acreditar realmente nisso. Mas muni-me de todas as forças possíveis..tanto minhas como aquelas que era suposto tu teres e consegui enfrentar, sozinha, aquilo que devia ter sido enfrentado pelos dois. Tu não irias comigo mas eu sentir-te-ia perto. Hoje não te senti perto mas perguntei-te várias vezes se tudo iria correr bem.. e tu, em silêncio respondeste-me.
Eu sei que me esqueço de tudo (pelo menos daquilo que não devia) mas é bom poder lembrar-me ainda das expressões que fazias enquanto ralhavas comigo por eu ser tão stressada. Consigo imaginar a tua cara se tivesses comigo naquele momento..após me dizeres para não me preocupar, eu iria continuar a insistir, cheia de medos e chagava a parte em que dizias, já todo irritado "Eh S., por amor de Deus" e pronto, eu calava-me e concentrava-me apenas nas tuas palavras iniciais "ele disse que ia correr tudo bem..por isso vai mesmo correr tudo bem.". E hoje, apesar de não te ter a meu lado, consegui assumir a posição que normalmente era assumida por ti e convenci-me a mim mesma que nada haveria de dar errado! E não deu.
Só sabemos o quão fortes somos quando acontece algo que nos obriga a sê-lo. É engraçado como antes, limitava-me a ficar protegida no teu abraço, à espera que tu resolvesses tudo e enfrentasses o mundo. Sabia que não era necessário fazer nada..tu estavas ali. Tu proteger-me-ias e, por isso, eu não me protegia a mim. Mas agora que te foste embora vejo-me obrigada a tomar o teu lugar. Tive se começar a saber proteger-me sozinha, a ter atitudes que têm como consequência pensamentos como "O P. faria desta maneira". Continuas a dar-me força sem dares. Quando tudo me puxa para baixo, eu sinto que tu me estás a dar a força e coragem necessárias para vir para cima, mesmo estando tu do outro lado da vida. E apesar de tudo, obrigada por isso.
Hoje mais uma etapa foi superada. Hoje dei mais um passo. Hoje tirei um enorme peso de cima..pena que não tenhas estado cá para me ajudar a vê-lo desaparecer.
"O que não nos mata, torna-nos mais fortes".
Um viva a todas as pessoas fortes que conheço!
Eu sei que me esqueço de tudo (pelo menos daquilo que não devia) mas é bom poder lembrar-me ainda das expressões que fazias enquanto ralhavas comigo por eu ser tão stressada. Consigo imaginar a tua cara se tivesses comigo naquele momento..após me dizeres para não me preocupar, eu iria continuar a insistir, cheia de medos e chagava a parte em que dizias, já todo irritado "Eh S., por amor de Deus" e pronto, eu calava-me e concentrava-me apenas nas tuas palavras iniciais "ele disse que ia correr tudo bem..por isso vai mesmo correr tudo bem.". E hoje, apesar de não te ter a meu lado, consegui assumir a posição que normalmente era assumida por ti e convenci-me a mim mesma que nada haveria de dar errado! E não deu.
Só sabemos o quão fortes somos quando acontece algo que nos obriga a sê-lo. É engraçado como antes, limitava-me a ficar protegida no teu abraço, à espera que tu resolvesses tudo e enfrentasses o mundo. Sabia que não era necessário fazer nada..tu estavas ali. Tu proteger-me-ias e, por isso, eu não me protegia a mim. Mas agora que te foste embora vejo-me obrigada a tomar o teu lugar. Tive se começar a saber proteger-me sozinha, a ter atitudes que têm como consequência pensamentos como "O P. faria desta maneira". Continuas a dar-me força sem dares. Quando tudo me puxa para baixo, eu sinto que tu me estás a dar a força e coragem necessárias para vir para cima, mesmo estando tu do outro lado da vida. E apesar de tudo, obrigada por isso.
Hoje mais uma etapa foi superada. Hoje dei mais um passo. Hoje tirei um enorme peso de cima..pena que não tenhas estado cá para me ajudar a vê-lo desaparecer.
"O que não nos mata, torna-nos mais fortes".
Um viva a todas as pessoas fortes que conheço!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Agora sim
Adivinha qual vício ando a tentar matar (depois de ter morto o meu vício de ti)?? Este foi bem mais fácil, diga-se de passagem. Fui fazer unhas de geeeeel! Adorava que visses. Bem, estão perfeitas! Ainda te deves lembrar daqueles bocados de coisa que eu eu tinha (sim, porque aquilo unhas não eram de certeza). Pois bem, agora se me visses pelas mãos nem me conhecias. Pareço outra por fora (e por dentro também me estou a safar bem, só pra saberes..). Contudo, eu conheço bem a peça que tu és e aposto que se te dissesse, toda feliz da vida "P., fiz unhas de gel! :D", a tua resposta seria alguma coisa do género: tanta mudança..tu não eras assim, não ligavas a essas coisas. E eu afastava-me qual carneirinho mal morto pois sabia que tinhas razão. E sim, eu dantes não ligava a "estas coisas". Mas dantes também só conseguia ver-te a ti..e agora vejo que há tanto para além daquilo que tu és. Por isso sim, apeteceu-me, fiz as unhas e espero bem que, assim, consiga atingir o meu objetivo: deixar de roer as minhas que mais parecem madeira lascada! -.-'
Se tivesses querido ficar do meu lado a ver a vida passar por nós, já não serias apenas tu a fazer-me aqueles cafunés saborosos que eu tanto amava e que sem pedir, tu me fazias sempre que estavamos juntos. Agora eu também já poderia tornar-me perita nessa matéria e já poderia dar-te o prazer de receber umas deliciosas "festinhas" enquanto viamos um daqueles filmes em que eu chorava desalmadamente e que tu, com todo o amor que guardavas, dentro de ti, na altura, me transmitias. Tenho saudades tuas..de vermos filmes, de passearmos, de me aninhar no teu abraço, do conforto que me concedias, do teu cheiro já tão meu e de tudo o que partilhámos mas que tivemos que deixar para trás. Mas eu não me esqueço: um dia ainda haveremos de nos encontrar.
Afinal, "está escrito nas estrelas".
Se tivesses querido ficar do meu lado a ver a vida passar por nós, já não serias apenas tu a fazer-me aqueles cafunés saborosos que eu tanto amava e que sem pedir, tu me fazias sempre que estavamos juntos. Agora eu também já poderia tornar-me perita nessa matéria e já poderia dar-te o prazer de receber umas deliciosas "festinhas" enquanto viamos um daqueles filmes em que eu chorava desalmadamente e que tu, com todo o amor que guardavas, dentro de ti, na altura, me transmitias. Tenho saudades tuas..de vermos filmes, de passearmos, de me aninhar no teu abraço, do conforto que me concedias, do teu cheiro já tão meu e de tudo o que partilhámos mas que tivemos que deixar para trás. Mas eu não me esqueço: um dia ainda haveremos de nos encontrar.
Afinal, "está escrito nas estrelas".
Uma pessoa desatualiza(-se) e pronto..
A criação deste blog, para além de te ter como principal causa, também teve como base a enorme necessidade que tenho de, por vezes, gritar ao mundo sem ofender ninguém, todas as coisas que penso, sinto, quero, detesto, imbirro, etecetra e tal. No entanto, e por mais esforços que eu eu já tenha feito nesse campo, tenho a dizer-te que se está a tornar complicado. Tu conheces-me.. sabes que me farto de tudo com a mesma facilidade com que me canso das aulas após um segundo de lá estar. Sabes que, apenas quando é mesmo muito necessário (como foi desprender-me de ti), é que consigo levar alguma coisa até ao fim. E é por isso que, logo após dois textinhos "caninochas", decidi tirar férias e nunca mais visitar nada disto nem destas palavras que, vai na volta, me fazem sorrir de melancolia.
No entanto, ai de mim que não leve isto até ao fim! Que não escreva (para ti) de todas as vezes que me apetece, sobre tudo o que me apetece e da maneira que me apetece! Pois sei que se eliminar isto, amanhã ou depois, numa hora em que entrar em modo "vegeta", vou lembrar-me ou pensar em qualquer coisa e sabes qual vai ser a primeira coisa a vir-me à cabeça? "Caraças, se tivesse um blog, ia escrever isto lá agora! Havia de ser engraçado para mais tarde recordar". Portanto, meu amigo, vou continuar a escrevinhar-te, a dizer-te tudo o que considero pertinente bem como a descarregar tudo aquilo que ache demais quando se trata de desabafar com a A. . Se soubesses o que ela tem aguentado de mim, até a ela pedias-lhe desculpa pelo que me fizeste.
É que esta coisa de ter um blog até da uma certa confiança e é tão giro que nem percebo a minha imbirrância. Mas bem, até mais ver.
No entanto, ai de mim que não leve isto até ao fim! Que não escreva (para ti) de todas as vezes que me apetece, sobre tudo o que me apetece e da maneira que me apetece! Pois sei que se eliminar isto, amanhã ou depois, numa hora em que entrar em modo "vegeta", vou lembrar-me ou pensar em qualquer coisa e sabes qual vai ser a primeira coisa a vir-me à cabeça? "Caraças, se tivesse um blog, ia escrever isto lá agora! Havia de ser engraçado para mais tarde recordar". Portanto, meu amigo, vou continuar a escrevinhar-te, a dizer-te tudo o que considero pertinente bem como a descarregar tudo aquilo que ache demais quando se trata de desabafar com a A. . Se soubesses o que ela tem aguentado de mim, até a ela pedias-lhe desculpa pelo que me fizeste.
É que esta coisa de ter um blog até da uma certa confiança e é tão giro que nem percebo a minha imbirrância. Mas bem, até mais ver.
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